Sobre “cura gay”, ameaça gay… E sabonetes antibacterias


Cara, imagina que você é o marketeiro de uma fábrica de sabonetes. Não estou falando de uma fábrica fundo de quintal, não. Estou falando de uma multinacional do setor. E você precisa aumentar as vendas do produto do seu cliente. Criar um comercial explicativo ౼ e chato ౼ sobre a importância de lavar as mãos certamente não funcionaria.

Mas, e se você adicionasse uma substância anti-bacteriana na fórmula do produto, e então fizesse uma propaganda com bebês bonitinhos, dizendo que o seu sabonete mata 99% das bactérias e deixará sua família livre da ameaça? Que mãe seria desnaturada a ponto ignorar a chance de proteger sua família, ainda que ela tivesse que pagar o dobro pelo seu “super sabonete”? Que mãe, após ver seu filho doente, não lembraria de comprar o seu “super sabonete” e evitar outro episódio de enfermidade em seus filhos?

Ainda que você não diga a mãe que o sabonete que ela sempre usou mata…. Exatamente os mesmo 99% de bactérias. Pela metade do preço.

Nesses dias, assisti um vídeo muito interessante, que explicava como a mídia, a publicidade (e por que não dizer a política e a religião?) se usa do medo para vender seus produtos.

É simples: você cria ou potencializa uma situação de medo (ainda que seja inverídica), sensibiliza e alarma seu público, e então você apresenta a solução salvadora.

É isso que aquele jornal de fim de tarde faz a respeito da violência. Sim, sabemos que o Brasil é um país violento. Mas basta uma semana assistindo o tal jornal e a sensação que você tem é de que você não conseguirá chegar vivo nem mesmo na padaria da esquina. E você precisa continuar assistindo o jornal para se manter informado e salvar a sua vida, não é? Audiência garantida!

Até hoje me lembro de um cadeirante pedindo esmola no trem, desejando aos que não deram esmola que “Deus nunca os deixasse passar pelo mesmo”… Aquele cara ganhou em dez minutos de esmola o que eu não ganho em uma semana de trabalho…

E é assim que funciona: fale que seu sabonete mata bactérias, fale que a violência vai matar seus filhos, fala que este candidato é comunista, que aquele outro vai trazer de volta a ditadura…

Fale que um juiz de algum estado, que você nem lembra muito bem, aprovou a cura gay. Isso mesmo! A cura gay está aprovada. Ainda que isso não esteja escrito em lugar nenhum, deixe subentendido que agora eles sairão abordando homossexuais nas esquinas e os internando compulsoriamente. Consiga vários cliques no site do seu jornal. E se você é um político, ano que vem tem eleições, e então você se apresenta para toda uma comunidade ౼ que sofre sim com discriminação, mortes e preconceitos ౼ como a solução para preservar o direito a diversidade. E garanta mais quatro anos em sua confortável​ cadeirinha no congresso…

Mas você também pode atingir o outro público. Basta falar que “em alguma cidadezinha, a prefeitura aprovou o kit gay”. Deixe subentendido que agora as escolas ensinarão seus filhos a serem gays. Garanta seus cliques. Apresente-se como o pastor que tem a palavra de Deus, e precisa ser financiado para continuar sua cruzada em favor da família brasileira. E como no ano que vem tem eleições, basta confirmar sua candidatura, os votos estão garantidos.

E assim, através da metodologia do medo, todos nós ౼ gays ou não ౼ nos tornamos massa de manobra nas mãos de gente que nos ganha pelo pavor.

Porque não falar sobre os criminosos que matam não apenas gays, mas negros, estrangeiros, nordestinos? Talvez porque isso não esteja causando tanto apelo?

E será que a igreja precisa mesmo de manter uma bancada no congresso para promover a “cruzada contra gays, e em favor da família”?Homossexualidade é pecado”, eles vão dizer. Mas corrupção também é pecado, aliás um pecado que afeta muito mais a nossa vida diária. E eu não vejo pastores pregando contra isso. Não vejo, no Congresso, uma “Bancada Evangélica contra a corrupção”. Aliás, o que vejo é muitos pastores envolvidos nas denúncias…

O que eu tô querendo dizer é que não importa se você é gay, crente ou um Super Sayadin, tá na hora de sermos um pouco mais inteligentes e nos livrarmos das amarras de quem está promovendo o medo. Devemos tomar cuidado toda vez que alguém quiser nos dividir entre “nós” e “eles”. Se nós fossemos unidos, como cidadãos de uma mesma nação, talvez fossemos fortes o suficiente para exigir nossos direitos, e derrubar quem não cumpre seus deveres, ainda que receba milhares de reais (fora as regalias) só pra fazer isso.

E é disso que eles têm medo.

PS1: Quanto aquilo que está escrito em Romanos 1, 1 Coríntios 6… Ora, todos nós sabemos o que está escrito. Mas os crentes deveriam gralhar menos e ouvir mais, dar o ombro mais, e orar mais. Porque letras todos podem ler, mas só o Espírito Santo pode convencer e converter.

PS2: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.” (Tiago 1:19‭-‬20 NVI)

PS3: O vídeo do Canal Nerdologia  que citei:

PS4: Um video game muito caro, moço. Quero não. 🙂

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Qual é a igreja certa?


 

igrejas
Os vizinhos da CCB Cohab 5, em Carapicuiba/SP. Foto de Lucas Pedrosa.

 

Eu não entrei para a onda do ecumenismo, que tenta transformar Jesus em algo tão bonzinho a ponto de negar Sua própria verdade para parecer politicamente correto diante do público. Definitivamente, não é este o Jesus retratado pelos evangelhos. O que vemos é um Jesus que confronta, desafia, argumenta e incomoda. A Verdade que incomoda.

Mas tão nocivo quanto o ecumenismo que tenta amenizar o evangelho para caber nas forminhas alheias é o exclusivismo. É como se tivessemos tentando roubar o santuario, o véu, e o próprio Cristo. É como se Ele, Cristo, se tornasse nossa propiedade. “Cristo só está na nossa igreja!”, “Cristo só está na nossa pregação!”, “Só a nossa igreja salva!”, “Somos a Graça de Deus!”

Parece que Cristo só é o Cristo se estiver do lado de cá do muro. Parece que ele precisa da nossa benção. Da benção da nossa igreja. Parece que a igreja virou intercessora. Só é possível chegar a Cristo se estivermos na igreja certa?

Jesus é o caminho, mas meu é o pedágio? É assim?

Não. Não é. Ou não deveria ser.

Afinal, quão contraditória é a nossa fé, se cremos assim. Afinal, cantamos em quase todos os cultos o hino “Cristo, meu Mestre…” embalados pela doce melodia da Metodista Leyla Naylor Morris. E a melodia de “A paz eu vos deixo”, do presbiteriano Philip Paul Bliss? Quantas vezes foi instrumento do Espírito Santo para acalmar nosso coração atribulado? E o nosso “Forte Rocha”? Que honra! Letra de ninguém menos que Martinho Lutero! E o que dizer do ex-presbiteriano Louis Francescon, nosso fundador? E a nossa Biblia, traduzida pelo ministro da Igreja Reformada Holandesa João Ferreira de Almeida?

Aliás, quão absurdo é, se achamos que o tempo da Graça cessou após os apostolos e só voltou quase 1900 anos depois, com a fundação de uma igreja…

Como disse: o ecumenismo é um mau, mas o exclusivismo não é menos nocivo. É ele quem nos separa, a ponto de causar contendas dentro de familias genuinamente cristãs, que tinham tudo para serem felizes por sua fé; a ponto de separar amigos e criar inimigos por conta de placas de igrejas e suas doutrinas.

E pior ainda é quando procuramos palavras na Bíblia para justificar o injustificável. Qualquer leitor mais atento sabe que quando Jesus se referia a “outros apriscos”, em João 10, Ele falava dos gentios, os não-judeus a quem o Evangelho também seria pregado. Ou seja, nós. Aliás, se a Graça fosse para ser exclusiva, ela seria exclusivamente dos judeus.

Saudar um irmão ná fé, ainda que seja outra a placa de sua igreja não é pecado, não. Pode procurar na Bíblia.

Sim, sabemos também quais são os tempos em que vivemos: de “evangelhos” duvidosos, de igrejas que pregam tudo, menos o evangelho. E não temos que concordar com todos os absurdos que vemos por ai. Mas deixemos os julgamentos a Deus. A nós, Cristo só mandou amar. E não fazer acepção de pessoas, não é?

Oremos uns pelos outros, afinal eles – e nós –  temos muito a aprender.

Aliás, quem são eles? Será que existe mesmo “eles”? Ou será que “eles”, na verdade, somos nós?

Lembre-se de Jesus, e sua resposta aquela mulher samaritana, tão atribulada em saber se a “denominação” certa era a dela ou a dos judeus:

Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.[…] Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
João 4:21-24 (fragmentado)

 

Resposta à uma leitora que me perguntou sobre movimentos de oração que varam a noite e seus “profetas”


Poderia responder de maneira bem simples isso: o que é de Deus não traz confusão. Na Bíblia, não temos nenhum histórico de alguém que recebeu uma mensagem de Deus e ficou confuso. Normalmente é o contrário: a pessoa esta confusa, e então recebe um sinal esclarecedor de Deus.

Então tudo o que vem com “rótulo” de profecia, mas gera mais confusão que solução, devemos tomar cuidado.

A Palavra de Deus é bem clara a respeito da manifestação do dom de línguas e profecia. O que está em 1 Coríntios 14 é pra ser cumprido. Da forma que está lá.

O que há hoje é uma supervalorização do dom de línguas, de modo que quem não o tem é considerado um crente frio, sem espiritualidade, um crente de segunda categoria. Não é o que a palavra diz.

Eu creio em profecia, em Dom de línguas e tudo isso. Afinal, a própria Bíblia nos diz que são dons deixados por Deus. Mas se a profecia (ou o comportamento do “profeta”) contraria a Palavra, será que esse é mesmo um movimento de Deus? Será que o Espírito Santo contraria ౼ ou induz alguém a contrariar a Palavra revelada pelo próprio Espírito Santo?

A gente conhece um falso profeta, ou um falso espírito de profecia por aquilo que Paulo recomendou a Timóteo: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.(2Timóteo 4:3‭-‬4 ARC95)”. Ou seja, gente que diz ter “o dom”, mas não suporta doutrina. E não tenha por “doutrina” não assistir tv ou não usar certa roupa. Quando falo de doutrina, falo daquilo que está escrito na própria Bíblia. Se o profeta é verdadeiro, e se a mensagem é verdadeira, então este profeta deve se comportar, e inclusive profetizar de acordo com as recomendações na Palavra. Profecias verdadeiras não desmentem a Palavra de Deus, e profetas verdadeiros não se comportam diferente daquilo que a própria Bíblia recomenda no que diz respeito ao ato de profetizar.

Vamos pedir discernimento a Deus. Vamos julgar os espíritos. E pedir para o Espírito Santo mostrar o que é verdade e o que é mentira.

“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal.”
1Tessalonicenses 5:19‭-‬22 ARC95

Sobre tatuar os pecados das pessoas na testa


Tenho certeza de que a maioria das pessoas que se condoeram com a situação do rapaz não apóiam a bandidagem, e não acham bandido bom (e não vão leva-los pra casa). Essas pessoas apenas estão criticando a resposta exagerada do rapaz tatuador.
Da mesma maneira, estou certo de que aqueles que defendem, em sua maioria, não são pessoas sem coração, e sim gente cansada desse mundo injusto que vivemos, onde parece que sempre o bandido é que se dá bem e a vítima é que se dá mal.
A verdade é que todo esse mar de injustiça está cansando todos nós. Como certamente cansou o tatuador, que em um momento de raiva, tomou uma atitude exagerada. Mas não me atrevo a critica-lo, afinal, com cabeça quente fazemos muitas coisas, não é?
Mas nós aqui, em nossos celulares, nos achando os juízes de tudo e de todos, não estamos com a cabeça quente como o rapaz, é o que se espera de nós é um pouco de equilíbrio e bom senso. E se dizemos acreditar em Deus então, espera-se muito mais bom senso ainda.
Não me envergonho de dizer aos quatro cantos que creio não apenas em Deus, mas creio que Ele enviou um Redentor – seu próprio filho – em favor tanto do bandido como do mocinho. Pois ambos são vítimas do mesmo pecado, que escraviza um para oprimir o outro. Por essas e outras é que não sou a favor de que cabeças sejas marcadas com os pecados das pessoas, porque creio num Cristo que pode apegar toda a escrita de culpa das nossas vidas, se assim cremos.
“Apronta a vida toda e agora vem dar uma de crente, com a Bíblia na mão”. Exatamente! O cristianismo de Cristo (e não os das religiões) é justamente sobre isso: pegar gente do meio do lixo, do meio do inferno, e transformar em gente digna. E cada vez que perdemos a fé nisso, estamos indo cada vez mais pro buraco.
E, para terminar: se virasse lei tatuar o último pecado das pessoas em suas cabeças, o que estaria tatuado na sua agora?

Em 7 minutos, este pastor deu a melhor explicação sobre dízimos que você ouvirá em tempos


Este homem é uma prova de que para Deus tudo tem jeito: Zé Bruno foi um dos principais “bispos” de uma das principais igrejas neo-pentecostais do país. Hoje, longe das pregações que “trocam pagamentos de carnês por bençãos”, ele dá a mais lúcida explicação sobre dizimo que você provavelmente já ouviu:

“Deus não é o leão do imposto de renda que quer olhar os 27,5%, ou os 11%, ou seja lá o que for, para ver se libera a bênção do céu ou não”

Recomendo os outros vídeos dessa série “Vetores“, e de uma outra série que ele já gravou, “Já te disseram que você já é feliz?“.

PokémonGo, Televisão, Sofás, e outras coisas ‘do demônio’ – TextãoPolêmico #2


Estava eu trabalhando no textão polêmico desse mês de agosto (que aliás estava atrasado), tava já quase tudo pronto, mas aí veio o tal do ‪#‎PokemonGo‬ pra me fazer mudar a pauta do blog…

É que o tal joguinho faz bem o perfil daqueles lançamentos cujo logo aparecerá alguém postando na internet que “é do demônio”. Aliás, não é de hoje que classificamos coisas como sendo “do demônio”. Já foi assim com a TV, com a internet, com o Orkut, com o Whatsapp…

AFINAL, POKEMÓN É DO DEMÔNIO OU NÃO? Não esperem de mim uma resposta. Afinal, como posso sair por aí afirmando que um jogo foi consagrado “às forças das trevas”? Por acaso eu estive presente no ritual de sacrifício? Você esteve? Então… É impossível afirmar. Se fizer isso, estou correndo sério risco de levantar um falso testemunho sobre os criadores do jogo, e isso sim a bíblia (Êxodo 20:16) e a lei (Art. 139 do Código Penal) condena, não é?

MAS… Bem, eu sei o que você está pensando. Me assusta também ver marmanjos de 20 e tantos anos com seus celulares nas ruas de cidade caçando Pokémon. E eu também acho tudo isso meio alienador. Hoje mesmo, abri o Youtube, e apareceram 5 vídeos sobre o jogo na minha tela, de canais que eu nem assino… E no caso de nós, que somos cristãos, todo o tipo de alienação parece ser uma tentação a nos afastar de Deus.

MAS O PROBLEMA ESTÁ NO POKÉMON OU NO CRENTE? Por muito tempo achamos que o problema estava na televisão, por exemplo. E o aparelho se tornou um artigo proibido na casa dos crentes. Muitos a repugnavam, enquanto outros mantinham uma curiosidade tentadora acerca da “bendita”. Então veio os anos 2000 trazendo consigo a popularização da internet, e a televisão – condenada por trazer mensagens demoníacas – perdeu seu espaço para o computadores, que permitia ao usuário não apenas assistir, mas também interagir com a tal da mensagem demoníaca. E as redes sociais então? Quantos ensinamentos não ouvimos sobre “os perigos (reais, na verdade) do Orkut?

TVs, internet, games… Tudo isso tem os seus problemas, e isso é inegável. Mas a questão não está no problema, e sim na abordagem.

O CASO DO SOFÁ. Quem nunca ouviu a respeito daquele famoso caso do sofá?

“O marido chegou em casa e encontrou a sua esposa com o amante, em cima do sofá. O homem passou dias pensando em uma solução para o caso, até que ele teve a brilhante idia: trocar o sofá”.

Muitas vezes é assim que nós, crentes, tratamos as situações: queremos tratar os problemas, e não as CAUSAS, sem perceber que quando você trata as causas, elimina todo o problema. Traduzindo: o problema daquele casal que divorciou estava no whatsapp ou na frieza do seu relacionamento? Será que a falta de espiritualidade dos crentes tem a ver com joguinho do Pokémon, facebook, orkut, ou com a sua falta de intimidade com Deus através de leitura bíblica e oração?

MAS ELES SÃO MONSTRINHOS… Monstrinho em jogo e desenho animado é o que mais existe, e o que sempre existiu. Crescemos assistindo desenhos com monstrinhos, animais que falam e todo o tipo de criaturas. E ainda hoje muitos jogam e assistem tudo isso. Mas o caso do Pokémon é que o jogo ganhou evidência, e então estamos aqui falando dele, mas a franquia Pokemon foi criada em 1995, e só agora, 21 anos depois, viemos reparar que o tal jogo “é do dêmonio”?

CAMELOS E MOSQUITOS: Será que não temos coisas mais importantes para nos preocupar do que jogos de celular (que nem mesmo sabemos se vai vingar no Brasil por causa do preço da internet 4G, do risco de ser assaltado, entre outros fatores)? Será que nós, crentes, não vemos problemas muito maiores acontecendo em nossas igrejas – e na sociedade como um todo – e nos calamos, e fazemos de conta que não é conosco? Será que não estamos coando mosquitos (ou monstrinhos) e engolindo camelos?

Jesus, uma vez, falou sobre isso, sobre crentes que não observavam as leis mais importantes: ser justo, bondoso e honesto com as pessoas:

“— Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da Lei, que são: o de serem justos com os outros, o de serem bondosos e o de serem honestos. Mas são justamente essas coisas que vocês devem fazer, sem deixar de lado as outras. Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!” (Mateus 23:23-24)

Nos preocupamos em demasia com pokémons enquanto nos esquecemos daquele que precisa ser visitado, ser amparado, abraçado, entendido, bem tratado, sem a peçonha das fofocas e falatórios, mas abraçado como um que espera de seus irmãos uma mão amiga para continuar caminhando. É óbvio que cada um é cada um, e cada um sabe de si, e essa carapuça não serve para você, então não a vista; mas de maneira geral, estamos nos tornando uma igreja (não estou falando de denominação, mas de grupo de crentes) fria, desunida, sem amor, que só observa as regras, os “não-podismos” que alcançam até os aplicativos que temos em nossos celulares, mas está esquecendo a cada dia de praticar mais e mais o amor, o único mandamento que nos foi exigido por Cristo.

Mateus 23:23, ciitado acima, fala: “Mas são justamente essas coisas que vocês devem fazer, sem deixar de lado as outras.”. Trazendo para os dias de hoje, é óbvio que esse “movimento de manada” que nos quer fazer sair as ruas caçando Pokémon – assim como qualquer outro “movimento de manada” – talvez não seja a coisa mais sensata a se fazer, e talvez isso seja um sintoma de uma igreja que está muito sintonizada com as novidades do mundo enquanto esquece de buscar o “novo de Deus”. Mas de nada adianta apagar aplicativos do seu celular se você não pretende sair por ai e tentar ser cristão de verdade.

MAS, SE O JOGO FOR ENDEMONIADO MESMO? Bem, como disse, é temerário sair por aí apontando isso ou aquilo como “demoníaco”. Como saber? Como saber se o jogo, ou a roupa que você veste, ou a comida que você comeu no restaurante semana passada foi consagrada? Para casos assim, Paulo escreveu aos Coríntios:

“Vocês podem comer de tudo o que se vende no açougue, sem terem nenhuma dúvida de consciência. Pois, como dizem as Escrituras Sagradas: “A terra e tudo o que nela existe pertencem ao Senhor.”
Se alguém que não é cristão convidá-los para comer, e vocês resolverem ir, comam o que for posto na frente de vocês e não façam perguntas por motivo de consciência. Mas, se alguém disser a vocês: “Esta comida foi oferecida aos ídolos”, neste caso não comam, por causa daquele que disse isso e também por motivo de consciência. Não estou falando da sua própria consciência, mas da consciência do outro.” (1 Coríntios 10:25-29)

PARA CONCLUIR: Me preocupo quando vejo cristãos (de maneira geral) se preocupando mais com jogos de videogame (seja para jogar ou para condenar) do que com questões que realmente deveriam preocupar. Falo por mim mesmo: quanta coisa tenho que melhorar em mim! Quantas coisas preciso corrigir! Quantas coisas preciso da guia de Deus! Preciso que Ele me ilumine e me de forças para que eu possa honrá-lo como Ele merece. E a igreja (irmandade), então? Como ela precisa ser mais amiga, mais compreensiva, mais tolerante, mas dada ao abraçar do que ao falar, ao julgar. Como precisamos criar um ambiente mais aconchegante, do ponto de vista espiritual, menos preocupado com coisas e mais preocupado com gente. E como eu sinto que preciso melhorar para poder fazer parte disso, porque escrever textos até ajuda as pessoas a pensar, e tocar em assuntos polêmicos provoca reflexão, mas eu também preciso agir, e não apenas falar, ou escrever.

O sexo gay em ‘Liberdade, liberdade’ e a nossa sodomia seletiva


A tal cena de sexo gay da novela da Globo, exibida nos últimos dias, mais uma vez deixaram evangélicos em estado de inquietação e revolta. Já comentei a respeito em um texto anterior por aqui, e prometi um texto mais elaborado, com referências bíblicas e tudo mais. E aqui está. O que me chama a atenção é a forma como apenas as cenas gays deixam cristãos revoltados com relação à novelas, enquanto as outras tramas, que exaltam todo o tipo de pecado, são engolidas por nós, crentes, sem cara feia.

Quero convidar você, leitor, a investir os próximos minutos em um breve passeio pela bíblia. Vamos verificar se apenas a cena de sexo gay é abominável, ou se todo o tipo de pecado é abominável aos olhos de Deus, e assim vamos tentar entender porque alguns pecados são mais abomináveis que outros, ao nossos olhos.

Para começar, quero convidar-te para um passeio por uma cidade não muito amigável, da qual certamente você já ouviu falar. Vamos para Sodoma?

SODOMA

“Aí o Senhor disse a Abraão:

— Há terríveis acusações contra Sodoma e Gomorra, e o pecado dos seus moradores é muito grave. Preciso descer até lá para ver se as acusações que tenho ouvido são verdadeiras ou não.” (Gênesis 18:20-21, NTLH)

Deus disse essas palavras a Abraão um dia antes de destruir as cidades de Sodoma e Gomorra por causa do seu pecado. Mas, qual era mesmo o pecado de Sodoma e Gomorra?

Aprendemos desde sempre que o pecado de Sodoma e Gomorra tinha a ver com sexo, e com sexo homossexual. E, de fato, essa definição não está errada. É o que podemos comprovar examinando melhor as escrituras. O capítulo 19 de Gênesis, onde há o desdobramento dessa história, nos mostra uma cena que comprova essa teoria. Deus enviou dois anjos a Sodoma, para resgatar a família de Ló, parente de Abraão, antes que as cidades fossem destruídas. Ao ler essa capítulo, vemos uma cena chocante:

“Mas, antes que eles fossem dormir, todos os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, cercaram a casa. Eles chamaram Ló e perguntaram:

— Onde estão os homens que entraram na sua casa esta noite? Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles.” (Gênesis 19:4-5, NTLH)

A Bíblia relata aqui que todos (isso mesmo: todos!) os homens daquela cidade – tanto jovens como velhos -, ao saber da presença de dois homens estrangeiros (que na verdade eram anjos) na casa de Ló, cercaram a aquela casa na intenção de estuprá-los.

Em desespero, Ló chega a oferecer as suas filhas aos homens, na tentativa de proteger os anjos. Mas aqueles homens maus recusam: eles queriam os dois visitantes, homens, estrangeiros, e ainda ameaçaram fazer com Ló pior do que fariam com os anjos. Mas as filhas de Ló não precisariam ser sacrificadas e Ló não pagaria com seu próprio corpo, pois eram os anjos que estavam ali para proteger Ló, e não o contrário:

Ló saiu para falar com os homens. Ele fechou bem a porta e disse:

— Por favor, meus amigos, não cometam esse crime! Prestem atenção! Tenho duas filhas que ainda são virgens. Vou trazê-las aqui fora para vocês. Façam com elas o que quiserem. Porém não façam nada com esses homens, pois são meus hóspedes, e eu tenho o dever de protegê-los.

Mas eles responderam:

— Saia da nossa frente!

E diziam uns aos outros:

— Esse homem é estrangeiro e quer mandar em nós!

Depois, virando-se para Ló, disseram:

— Pois agora vamos fazer com você pior ainda do que íamos fazer com os seus hóspedes.

Os homens de Sodoma se atiraram contra Ló e chegaram perto da porta para arrombá-la. Mas os visitantes pegaram Ló, e o puxaram para dentro da casa, e fecharam a porta. Em seguida eles fizeram que os homens, tanto os moços como os velhos, que estavam do lado de fora, ficassem cegos; e assim não conseguiram encontrar a porta.

(Gênesis 19:6-11, NTLH)

O relato acima nos deixa bem claro como o sexo imoral fazia parte da cultura imoral dos Sodomitas. E talvez, até mesmo o incesto das filhas de Ló, que embebedaram o próprio pai para ter relações com ele (Gn 20), nos mostram duas moças que cresceram sob influência de uma cultura tão imoral que não viram grandes problemas em fazer o que fizeram.

ABOMINAÇÃO É

Séculos depois, Deus deu a Lei a Moisés, onde todas essas formas de sexo, consideradas imorais por Deus, ficaram expressamente proibidas. Levítico 18 cuida exclusivamente disso: relações sexuais ilícitas. E entre elas está a relação “homem com homem”, além das relações entre parentes em primeiro grau. A tradicional versão da Bíblia Almeida Revista e Corrigida completa com o termo “abominação é”:

“Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é.” (Levitico 18:22, ARC)

Mas, será que apenas “deitar homem com homem” é considerado abominação perante Deus segundo a Bíblia? Uma busca apenas, nessa mesma tradução, e vemos que outras coisas também são abomináveis para o Senhor.

Então, edificou Salomão um alto a Quemos, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom. (1 Reis 11:7, ARC)

As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois abominação são ao Senhor, teu Deus. (Deuteronômio 7:25, ARC)

E Moisés disse: Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Senhor, nosso Deus, a abominação dos egípcios; eis que, se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles? (Êxodo 8:26, ARC)

Nos versos acima, a palavra abominação tem forte relação com idolatria, como podemos ver. Já no trecho abaixo, de Ezequiel, abominação tem a ver com sexo imoral, mesmo:

“Um cometeu abominação com a mulher do seu próximo, outro contaminou abominavelmente a sua nora, e outro humilhou no meio de ti a sua irmã, filha de seu pai.” (Ezequiel 22:11, ARC)

Já em Provérbios, abominação está sempre relacionada com injustiça:

“Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os sinceros está o seu segredo.” (Provérbios 3:32, ARC)

“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer.” (Provérbios 11:1, ARC)

“Abominação é para o Senhor todo altivo de coração; ainda que ele junte mão à mão, não ficará impune.” (Provérbios 16:5, ARC)

Ou seja, a palavra abominação está sempre relacionada com pecado, seja ele sexual ou não. Até porque, pecado nunca vem sozinho.

PECADO NUNCA VEM SOZINHO

Que pecado cometeram Adão e Eva, no Éden? Eles mataram? Roubaram? Cometeram sexo imoral? Nada disso. Eles desobedeceram a Deus. E por causa da desobediência o pecado entrou no mundo. A palavra “pecado”, nesse contexto, pode ser entendida em sua forma ampla. É como se “pecado” fosse um pacote que contém todos os pecados. Ou seja, pela desobediência de Adão e Eva, o pecado, ou todos os pecados entraram no mundo.

Alguns trechos bíblicos nos mostram aquilo que já desconfiamos: pecado nunca vem sozinho. Um pecado vem acompanhado de outro. E não dá pra cometer um pecado sem ter que cometer outro. Quem trai a esposa, também mente para ela e cobiça a amante, não é? E a cobiça, assim como a inveja, também estão presentes no coração do ladrão, não é verdade?

Em Romanos 1, por exemplo, o apóstolo Paulo comenta o que aconteceu com a humanidade após ter escolhido a desobediência. Esse trecho cita a homossexualidade, mas apenas com mais um dos efeitos de uma humanidade sem Deus:

“Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros.” (Romanos 1:25-26, NTLH)

Mas, como dissemos acima, pecado nunca vem sozinho. Veja que a homossexualidade, tão frisada por nós, crentes, é apenas mais um item em uma lista imensa de coisas abomináveis:

“E, como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, ele entregou os seres humanos aos seus maus pensamentos, de modo que eles fazem o que não devem.Estão cheios de todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícia. Caluniam e falam mal uns dos outros. Têm ódio de Deus e são atrevidos, orgulhosos e vaidosos. Inventam maneiras de fazer o mal, desobedecem aos pais, são imorais, não cumprem a palavra, não têm amor por ninguém e não têm pena dos outros.” (Romanos 1:28-31, NTLH)

E, aqui, está um problema visível no caso da novela: a cena de homossexualidade fere nossos olhos (até aí tudo bem), mas e as cenas que exaltam “todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícia”? Não são abominação, também? Não é o que os versos de Provérbios acima dizem, não é?Consumimos essa cultura insana em todas as novelas, filmes, séries, livros que assistimos. É incoerente e hipócrita da nossa parte virar o rosto pro sexo gay de “Liberdade, Liberdade” e aguardar com anseio o próximo episódio de Game of Thrones, ou torcer para o bandido em “Velozes e Furiosos”.

SODOMIA NÃO É SÓ SEXO IMORAL

Quem acha que o pecado de Sodoma foi só sexo, precisa ler as palavras do profeta Ezequiel:

Sodoma e as suas filhas eram orgulhosas porque tinham muita comida e viviam no conforto, sem fazer nada; porém não cuidaram dos pobres e dos necessitados. Elas foram orgulhosas e teimosas e fizeram as coisas que eu detesto; por isso, eu as destruí, como você sabe muito bem. (Ezequiel 16:49-50, NTLH)

Sodomia é sexo imoral, mas também é a falta de atendimento ao pobre, ao carente, ao necessitado; o político que diz que pensa no “social” mas desvia a verba da merenda, o mercado que propõe e a população de alimenta o consumismo, até mesmo a igreja que dá carros importados e viagens aos seus líderes enquanto mendigos morrem no frio. O que me faz pensar que, talvez, todos nós sejamos um pouco sodômicos, não é? Triste.

A verdade é que o pecado de Sodoma não era só sexo, mas o sexo imoral fazia parte do pecado de uma cidade de pessoas com o coração sujo, que produzia todo o tipo de pecado. Esse trecho só confirmam as palavras de Paulo aos Romanos, não é?

MÍDIA, OU MELHOR, CULTURA SODOMITA

Nossa cultura, nossa industria cultural é plenamente sodomita. Não apenas no que diz respeito ao sexo homossexual, mas no sentido amplo do conceito. Nossa indústria cultural – filmes, séries, livros, novelas, humor, musica, etc -, para usar as palavras de Paulo em Romanos 1, “estão cheios de todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícia. Caluniam e falam mal uns dos outros. Têm ódio de Deus e são atrevidos, orgulhosos e vaidosos. Inventam maneiras de fazer o mal, desobedecem aos pais, são imorais, não cumprem a palavra, não têm amor por ninguém e não têm pena dos outros”.

Ok, para quem me conhece ou acompanha o blog, sabe que também sou escritor amador, e sei que não dá pra escrever uma história sem o “vilão”, e não tem como escrever um vilão que não possua as “qualidades” citadas acima por Paulo. Mas há diferenças entre você falar sobre maldade e você romantizar ou banalizar a maldade. O que a industria cultural de hoje faz é propagar a maldade pela maldade, de maneira gratuita. Ou pior: como instrumento de doutrinação ideológica, como inclusive acontece no caso de “Liberdade, liberdade”, na minha opinião.

E é diante dessa mídia que nos prostramos diariamente. É esta mídia que consumimos, seja na Globo, Netflix ou via Torrent. E estamos tão hipnotizados que é necessário uma cena onde dois homens transam para nos despertar. Mas, estamos tão hipnotizados que logo após o fim dessa cena, voltamos ao nosso estado de inércia, consumindo toda a lama em volta, sem reclamar.

É por isso que soa tão hipócrita encher as redes sociais de tanta reclamação (que soa mais como “mimimi”) à respeito de cenas assim. Quer dizer que quando não há cenas gays, não nos revoltamos? Quer dizer que adultério entre homem e mulher pode? Quer dizer que roubo, assassinato pode? Quer dizer que um apresentador de telejornal fazer piada entre um um caso de estupro e outro de crime passional pode? Quer dizer que os estupros de Game of Thrones pode?

PECADOS MAIORES QUE OS DE SODOMA

A própria Bíblia diz, em pelo menos dois pontos, que Israel era mais pecadora que Sodoma. O primeiro a dizer isso foi o profeta Ezequiel (aliás, recomenda-se a leitura do capítulo 16 inteiro):

“Jerusalém, juro pela minha vida — diz o Senhor Deus — que a sua irmã Sodoma e os povoados que ficam ao seu redor nunca pecaram tanto quanto você e os seus povoados.” (Ezequiel 16:48, NTLH)

Depois, foi o próprio Jesus, que falou sobre Cafarnaum:

E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu? Pois será jogada ao inferno! Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de você, Cafarnaum. (Mateus 11:23-24, NTLH)

Esses trechos me faz refletir nas vezes que apontei a sodomia do mundo sem perceber a gravidade da sodomia que há dentro de mim, ou dos meus. Coisa para refletir.

A ESPOSA DE LÓ

Quem não conhece a história da mulher de Ló:

“E aconteceu que a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal.” (Gênesis 19:26, NTLH)

Quando leio esse trecho, me parece que a esposa de Ló, quando olhava para trás, estava olhando muito mais para o estilo de vida de Sodoma do que para a destruição “cinematográfica” da cidade. O que me faz lembrar de nós mesmos, feito bobos, contemplando toda a sodomia, ou seja, todo o pecado desse mundo, sentado em nossos sofás, comendo pipoca, e concordando com tudo, e às vezes se chocando com algumas cenas que não estamos tão acostumados. Será que não estamos com olhos demais para o mundo? Será que não estamos o amando demais? O quanto do nosso coração esse mundo perverso ainda detém? Essa é uma pergunta que todos nós precisamos fazer a nós mesmos, e refletir. Inclusive eu.

Não é que não podemos mais assistir nada. Nós temos um filtro, capaz analisar o que convém ou não. O Evangelho não é baseado em leis, mas sim no raciocínio de uma mente sã, transformada conforme Romanos 12:2. Em Cristo, já somos capazes de por em prática o conselho de Paulo, “observar de tudo, reter o que é bom (Tessalonicenses 5:21)”.

O quanto daquilo que você assiste, ouve, consome, te edifica? O quanto ele cabe nas palavras de Paulo aos Filipenses? Talvez esse seja um teste que todos nós devemos fazer com tudo aquilo que estamos consumindo.

“Por último, meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente. Ponham em prática o que vocês receberam e aprenderam de mim, tanto com as minhas palavras como com as minhas ações. E o Deus que nos dá a paz estará com vocês.” (Filipenses 4:8-9, NTLH)