Todas as coisas cooperaram… Até o império romano


TODAS AS COISAS COOPERAM, essa citação da epístola aos Romanos é uma verdade que podemos verificar no curso da história. A Israel do Velho Testamento, por exemplo: sempre envolvidas em guerras e turbulências, tendo seu povo frequentemente sendo levado como cativo. Israel era a nação criada não por revoltas, guerras ou emancipações, mas criada pelas mãos do próprio Deus, que fez brota-la milagrosamente do ventre da infértil Sara. Israel sempre foi protegida é amada por Deus porque ela era como o “útero” do qual nasceria o Salvador de todas as nações.

Mas como poderia nascer o Salvador em uma terra tão instável, tão cheia de turbulências?

Deus prometeu a Israel paz e prosperidade, desde que seu povo mantivesse obediência a Ele (Deuteronômio 28), mas ao longo da história vemos que obediência ao seu Deus nunca foi o forte de Israel…

Mas quando Deus promete algo, Ele mesmo providência o cumprimento. E é o que podemos ver ao estudar um pouco de história.

O ano de 27 a.C. foi marcado pela ascensão do Império Romano, que a partir de Roma, dominaria nos anos posteriores grande parte da Europa, Oriente Médio e inclusive regiões do norte da África. Entre todos esses territórios, que hoje englobaria 46 países, estava a nação de Israel, que mais uma vez se via rendida à poderes inimigos, mas dessa vez de uma maneira diferente. Os romanos, diferente das outras nações que dominaram Israel, não estabeleceu guerras e nem levou israelitas cativos. Pelo contrário, conter guerras territoriais entre as regiões dominadas era uma estratégia de governo dos romanos. Esse período de relativa paz, não apenas em Israel, mas em todo o império romano ficou conhecido como “Pax Romana”.

E é aqui que é respondida a nossa questão lá no início do texto. Se cremos que tudo nesta terra acontece sob a permissão de Deus, então é fácil ver como Deus se usou das mãos de ímpios para garantir a paz necessária na região de Israel na época do nascimento de Jesus. Durante o período que o filho de Deus esteve neste mundo, Israel não esteve envolvida em nenhuma guerra.

Mas a mesma filosofia de Pax Romana que garantiu a paz em Israel no nascimento de Jesus foi a mesma responsável histórica pela crucificação de Jesus, afinal o Rei dos Judeus era tido pelo império como um potencial revolucionário que poderia, aos olhos de Roma, reunir o povo Israelita para uma revolta contra o poder dominante, o que ia de encontro a tal da Pax Romana.

Então a Pax Romana não foi tão boa assim?

Espere. Temos que nos lembrar que era necessário que o filho de Deus morresse pela nossa remissão. Isso ja estava definido desde a fundação do mundo, e estava muito além das vontades de qualquer império terreno. Este episódio foi, mais uma vez, Deus se usando das mãos de ímpios para cumprir o seu santo querer.

O que podemos aprender olhando para história é que o que Deus determina, determinado está. E quando chega o tempo de Deus, Ele mesmo providencia todas as coisas. Quantas vezes olhamos para as maravilhosas promessas de Deus e nos alegramos, mas a alegria vai embora instantaneamente quando olhamos para a nossa vida atual cheia de provas, onde nada parece se encaixar. E difícil relacionar desemprego, enfermidades, tristezas, decepções, falências, depressões, humilhações, solidão e mais um monte de provações ao período de bençãos prometidas por Deus, seja na terra como nos céus. Imagino que muitos naquela época também olhava para o estado de ruína, vergonha e desobediência de Israel e davam a promessa do Redentor por perdida. Mas Deus é fiel cumpridor de suas promessas, e Ele mesmo faz com que tudo se encaixe, organizando todas as situações para que a promessa Dele se cumpra, ainda que Ele tenha que seu usar das mãos de ímpios.

O nome disso? Graça. É a Graça de Deus, que não depende da nossa condição. É o dom dado diretamente por Deus, e não vem de nós. Essa mesma Graça que nos sustenta em terra continuará nos guardando, e fazendo tudo cooperar, até o dia em que essa mesma Graça nos redimirá de uma vez por todas, e nos unirá finalmente com Cristo.

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“O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza”


“O PODER DE DEUS SE APERFEIÇOA NA NOSSA FRAQUEZA”, assim disse Paulo, que conseguia glorificar a Deus pelas provas…

Glorificar a Deus pelas provas, pelas fraquezas, pelas imperfeições… Difícil, não?

Não se sabe o que é  escuridão, até o dia em que alguém lhe mostra a luz. E então, você toma ciência do certo e do errado, e se acha em condições de tomar as decisões certas, controlar seus impulsos…

Ledo engano. Continue lendo ““O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza””

Ignorando Deus


TODA VEZ QUE NÃO ORAMOS, IGNORAMOS A DEUS. E isso é forte demais. Ainda mais forte quando aquele que vos escreve olha para própria vida, e vê quantas lacunas de orações há…

Esses versos de Isaías é um recado claro de Deus para todos nós. Deus sempre esteve pronto a nos atender. Sempre. É bem verdade que para tudo há um tempo, mas Ele nunca nos negou nossa porção. Foi Jesus mesmo quem disse que tudo o que pedissemos em Seu nome nos seria concedido.

Quem se propor a ler o capítulo inteiro de Isaías 65, vai encontrar a queixa de um Deus que vê seu povo deixando de clama-lo e recorrendo aos ídolos.

Mas, quem são os ídolos, afinal?
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“Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará.” (Isaías 33:22)


ENQUANTO BRASÍLIA afunda no lodo da corrupção humana, e o futuro parece incerto para quem crê apenas no que dizem os jornais, que a nossa confiança possa estar não nos Três Poderes da terra, mas sim no nosso verdadeiro Juiz, Legislador e Rei.

“Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso legislador; o Senhor é o nosso rei, ele nos salvará.”
Isaías 33:22

Um Legislador que não legisla em causa própria, e nem está sujeito as propinas do mundo, cuja Promessa não caiu, mesmo quando o mestre de todos os lobistas o levou ao pináculo do Templo e tentou o corromper com toda a glória da terra.

Um Rei piedoso, que ama e se compadece dos seus súditos, como nunca se viu em nenhum presidente da terra. Um Rei que se colocou no lugar de servo, e serviu. Até a morte.

Um Juiz justo, que não toma o culpado por inocente, e não toma o inocente por culpado. Um Juiz que breve vem para julgar com justiça, toda a injustiça que nos cansa e nos fere nesse mundo.

Quem é Ele? De que partido Ele é? Ele é da direita? Da esquerda?

Não. Ele não compactua com o falso moralismo da direita e nem com a falsa piedade da esquerda.

Ele vem do Alto!

E Ele vem logo! Com poder e glória! Estabelecer seu reino de justiça, paz e amor!

Que a sua esperança não esteja na política suja da terra, mas no Rei que virá!

Vem Senhor!

Vem a nós o Teu Reino! Seja feita a Tua vontade! Assim na terra como nos céus!