O pecado nos afasta de Deus


No início, andávamos com Deus, vivíamos com Deus em seu jardim. Nos encontrávamos com ele, e ele se encontrava conosco.

Imagina você ali, no jardim, fazendo qualquer coisa enquanto Deus simplesmente passeia por aquele lugar…

Isso pode ser algo lindo, exceto quando você sabe que deve algo a Deus. Continue lendo “O pecado nos afasta de Deus”

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Como falar sobre coisas do céu para quem nunca esteve no céu?


Que pergunta, não? Mas é verdade. Paulo mesmo nos conta em 2 Corintíos, capítulo 12, que foi “arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar”.

Segundo o “significados.com.br”, a palavra inefável significa “algo que não é possível explicar ou descrever com palavras, devido a sua complexidade natural ou beleza extrema”.

Gente, imagina só isso… O céu é tão, mas tão, mas tão incrível, tão belo, que não há palavras na terra que possam expressar o que é estar lá, o que é viver lá.

Glória a Deus!

Só assim eu entendo o qual era o objetivo do nosso mestre Jesus em contar suas parábolas. É impossivel falar sobre coisas do céu para quem nunca esteve lá. É necessario adotar uma LINGUAGEM. Uma forma de comunicação onde o emissor consegue transmitir a MENSAGEM de maneira que o RECEPTOR consiga captar e entende-la.

Logo, era muito mais fácil explicar o reino dos céus como se ele fosse algo sobre um filho rico que abandona o pai, escolhe viver a ilusão do mundo e depois se arrepende; ou então como se fosse algo sobre um senhor que entrega talentos nas mãos dos seus servos e que depois volta para verificar o quanto eles trabalharam com esses talentos; ou ainda a um virgem que espera atenta (ou não) pelo seu esposo. Eram situações cotidianas daquela época, daquele lugar. Retratos corriqueiros da vida, onde era possível enxergar algo que fosse além.

E hoje, Brasil, 2015… O reino dos céus se assemelha a quê? Em quais situações cotidianas podemos enxergar o reino dos céus? Como falar sobre coisas dos céus para quem nunca esteve lá, e nos dias de hoje, na linguagem de hoje? Como criar uma LINGUAGEM onde o EMISSOR transmite a MENSAGEM para o RECEPTOR de forma que ele compreenda?

Talvez seja esse o principal desafio do evagelismo nos dias de hoje. E criar uma “versão gospel” para cada idiotice que há no mundo realmente não é a resposta. (Esses dias fui submetido à um “sertanejo universitário gospel”, aff…)

Pensando em coisas assim, comecei a escrever… Tenho escrevido bastante desde o ano passado. Logo descobri o Wattpad, uma rede social onde todos podem escrever e ler livros virtuais. Perfeito! Já publiquei dois livros por lá. O primeiro deles é o “Porque Pecar é Pecado”, que nasceu de uma série de posts aqui no blog. Esse livro já foi acessado mais de 20 mil vezes por lá, gloria a Deus! Outro livro que também escrevo aos poucos é o “Crônicas e versos que nem sempre rimam”, que, como diz o título, traz um misto de crônicas e versos, que apesar de não ter um objetivo evangelístico, falam sobre a vida sob um ponto de vida cristão.

Mais recentemente, comecei a escrever a minha primeira estória, propriamente dita: “Bom, Perfeito e Agradável”. São três contos sobre personagens que, por causa de algum revés da vida, dão ouvidos a Palavra de Deus e resolvem mudar de vida. É uma reflexão sobre Romanos 12:2, sobre “não se conformar com esse mundo e ser transformados pela renovação do entendimento, para viver a boa, perfeita e agradável vontade de Deus”.

Amo escrever. Escrevo desde que me dei por gente. Desde os tempos de escola. Havia parado após o Ensino Médio. Voltei graças ao Eita Mocidade, e graças a Graça de Deus, que me deu um objetivo, uma vontade, um combústivel. Graças a Graça, encontrei motivos e assuntos para escrever, e amo isso, e quero usar isso para falar das coisas do céu para quem nunca esteve por lá, e faço isso pela fé, pois também nunca estive lá 😛 (mas logo estarei! #fé ).

Então, se eu estiver meio sumido do Eita Mocidade, se a o blog ficar sem atualizações por um mês, rsrs, é porque eu estou escrevendo sobre as coisas do céu… Peço orações a vocês todos. Assim como eu quero orar por todos vocês (e todos nós) para que Deus desperte em nós a vontade de falar de coisas dos céus. Nessa época, da “comunicação via redes socias”, falamos tanto… Falamos sobre tudo, sobre todos. Que possamos falar também sobre as coisas do céu. E que a nossa conversa saia do “se você crer, digite amém”, ou do “eu profetizo sobre a sua vida”. Nem todos aqui são profetas, e os verdadeiros profetas não profetizam via Facebook, não é? O que precisamos mesmo é que Deus nos sele com uma nova LINGUAGEM. Uma linguagem onde nós, os EMISSORES consigamos transmitir a MENSAGEM do Evangelho para os RECEPTORES de maneira que eles entendam, e sem que essa mensagem se corrompa com os vícios do mundo.

Que Deus nos sele com esse dom!

Deus abençoe a todos nós!

Meu perfil no Wattpad: http://www.wattpad.com/user/BrunoAnastacio

Clique abaixo e conheça os livros:

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Crônicas e Versos que nem sempre rimam

bom-perfeito-e-agradavel-capa

Bom, Perfeito e Agradável

Se sabemos que “pecar é pecado”, então por que pecamos?


No primeiro texto desta série, falei sobre como as “regras” contribuem para uma boa convivência, onde nós não ferimos ninguém e nem somos feridos por ninguém. Seja no trânsito, seja na vida.

Mas, será que devemos considerar a Bíblia apenas como “O Grande Livro das Regras”? Será que devemos deixar de fazer coisas apenas porque “a nossa religião não permite”?

Para responder essas perguntas, podemos olhar para as nossas próprias vidas, para as coisas corriqueiras, coisas (ou regras) que certamente você nem percebe que estão lá, mas estão.

Por exemplo: com que  frequência você costuma colocar o dedo em uma tomada?

Pergunta estranha, não?

É óbvio que você não tem o costume de colocar o dedo na tomada! (Não é?)

Não se se você se lembra, mas algum dia alguém te disse que você não podia colocar o dedo na tomada. Sem te dar muitas explicações. No máximo, te disseram que dava choque e pronto.

E essa era apenas uma regra que você tinha que seguir. Não foi assim?

Pois eu vou te dizer o que aconteceu comigo: tinha eu 6 ou 7 anos de idade, e eu estava sozinho no quarto quando percebi que havia um plug no chão. Um plug de tomada, desencapado, com os fios à mostra. Então eu não tive dúvida, havia chegado a hora de eu transgredir a regra e descobrir o que era “o tal do choque”, na realidade. Enfiei o plug na tomada e coloquei o meu dedo na parte desencapada… é obviamente levei o maior choque! (hehehe).

Pronto! Agora eu sabia o que significava a palavra “choque”, e depois disso nunca mais coloquei o dedo na tomada.

Mas de toda essa história eu aprendi algo valioso, algo que eu só pude entender depois de adulto e consciente dos meus atos: eu só coloquei o dedo na tomada porque alguém me disse que eu não poderia fazer isso. Porque, se ninguém nunca me tivesse dito isso, jamais passaria pela minha cabeça a ideia insana de fazer tal coisa! Mas algum dia, alguém querendo me prevenir, me ditou uma regra, e justamente essa regra – que deveria me manter longe do perigo – que me instigou a fazer algo errado.

Incrível, não?

Eu tenho certeza de que algum dia isso aconteceu na sua vida também: alguém (seja a sua mãe, sua religião ou a sociedade) te proibiu de fazer algo, e essa proibição que era pra ser algo bom, que te protegia (como comentamos no primeiro texto da série) acabou te levando para a transgressão.

Certamente você já ultrapassou o limite de velocidade de alguma avenida, ou tentou ter acesso a alguma revista pornográfica antes de completar dezoito anos só porque alguém te disse que isso era proibido. Ou então você foi mais além: já transou com uma mulher/um homem compromissado, ou já fez isso sendo você o compromissado, só porque “o proibido parecia ser mais gostoso”. Ou talvez você tenha ido ainda mais além: de tanto alguém dizer que é proibido fumar maconha, você teve que fumar pela primeira vez para matar a curiosidade.

Viu, somos iguais! Não interessa se você enfiou o dedo na tomada ou se você se “enfiou uma amante dentro de casa”. Você fez isso por outros motivos, óbvio! Mas também porque algum dia alguém te disse que isso era proibido, e essa regra despertou em você uma curiosidade, um desejo por fazer aquilo.

Há 2 mil anos, o apostolo Paulo já havia percebido isso, e um dia ele comentou isso em uma carta que ele enviou à igreja de Roma:

“Que diremos então? A lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a lei não dissesse: “Não cobiçarás”.
Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a lei, o pecado está morto.”
Romanos 7:7-8


Esse é um efeito colateral da lei. Sem querer, ela acaba nos apresentando o pecado quando nos diz “não faça isso”. Assim como no meu caso do plug da tomada: eu nem sabia que era possível enfiar o dedo na tomada, até que algum dia alguém querendo me prevenir de um mal acabou me “dando a ideia”.

Mas a lei em si não nos faz pecar. Óbvio que não! Pois a lei, apesar de me apresentar a cobiça, por exemplo, ela não me manda cobiçar. Pelo contrário, ela me proíbe, e me dá motivos para que eu siga sua proibição.

Então, por que eu peco, mesmo conhecendo a lei de Deus?

Leia com atenção esse trecho que Paulo escreveu aos Romanos:

“Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a lei, o pecado está morto.
Antes, eu vivia sem a lei, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri.
Descobri que o próprio mandamento, destinado a produzir vida, na verdade produziu morte.
Pois o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, enganou-me e por meio do mandamento me matou.
De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.
E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso.”
Romanos 7:8-13

Nesse trecho, Paulo ilustra o pecado com um ser independente, como alguém que vive dentro de mim, tem vontades próprias e ainda consegue me convencer das suas vontades. Repare que ele atribui ações ao pecado. Ele diz que “o pecado produziu”, “o pecado reviveu”, “o pecado me enganou”. É como se o pecado fosse uma outra pessoa dentro de mim. E pior: uma pessoa capaz de dominar minhas vontades.

Tiago também nos dá uma definição de pecado que nos dá medo:

“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido.
Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.”
Tiago 1:13-15

Tiago afirma que a cobiça nos arrasta e nos seduz, ou seja, ela nos convence do pecado. E depois disso, ela dá luz, ou seja, gera o pecado, que se consuma e nos mata.

Nós, homens sabemos muito bem como isso se dá. Somos facilmente seduzidos pelo nosso olhar, assim como as mulheres são facilmente seduzidas pelas palavras.

Imagine que eu estou tranquilamente navegando no meu perfil em uma rede social qualquer quando através de um compartilhamento de um amigo, ou de uma propaganda ou post de uma página, chega até mim a imagem de uma mulher seminua em uma pose sugestiva, e um link em azul, pedindo para ser clicado. Eu sei que não devo: seja porque sou cristão, seja porque tem muita gente ainda acordada em casa, ou então pelo risco de infectar meu computador com algum tipo de vírus.

Enquanto isso, imagine uma mulher – descontente com seu casamento e com a forma grosseira que o seu marido a trata – recebendo um buquê de flores e um lindo cartão com palavras sedutoras do chefe no trabalho. Ela também sabe que não deve ceder a tentação, porque é mãe, ou porque a sociedade e a sua religião a condenaria.

Durante algumas frações de segundos, uma guerra acontece em nossa mente: sabemos que não podemos, mas sabemos que nós queremos.

Queremos… presta atenção nesta palavra. Pois é ela que representa a “cobiça” (ou concupiscência) da qual Tiago fala. A nossa inclinação por tudo aquilo que é terreno, por satisfazer imediatamente qualquer prazer do nosso corpo, independentemente da existência de regras que proíbam ou regulam esse ato. É a cobiça sexual por uma mulher, ou por pisar mais fundo no acelerador ou até mesmo por romper a dieta. Qualquer coisa que satisfaça o nosso corpo, que lhe dê algum prazer.

É nesse momento que somos “arrastados e seduzidos”. É nesse momento que nos é mostrado todas as vantagens que teremos ao ceder a tentação. Assim como aconteceu com o próprio Jesus, que foi “arrastado” até o monte e sofreu a oferta de sedução do diabo:

“Depois, o diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor.
E lhe disse: “Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar”.
Mateus 4:8-9


Uma vez seduzidos, acabamos cedendo a tentação, e é nessa hora que a “cobiça dá a luz ao pecado”. Quando menos percebo, já estou naquele site impróprio, vendo imagens que sei que não deveria estar vendo. Mesmo que eu tenha o conhecimento da regra “não verás pornografia”, mesmo que eu saiba de todo o mal que a pornografia pode causar em meu casamento, mesmo que eu saiba todos os números e dados que retrata a calamidade que é o problema da exploração sexual de mulheres, mesmo que eu tenha dezenas de versículos decorados, mesmo que eu seja o escritor do “Porque pecar é pecado”, nada disso importa, e nada disso é o suficiente. Na verdade, eu vou me lembrar de tudo isso e vou desejar fechar aquela página imediatamente, mas aquela “guerrinha” vai acontecer de novo, e eu vou perder, e vou acessar mais uma foto. E mais uma… e mais uma…. e ainda outra… e quando eu perceber, já estarei a horas preso a um site de pornografia. Morto. Logo serei acusado pelo mesmo diabo que me levou para lá. Serei julgado e condenado indigno de ser cristão, de ser humano, cidadão, marido e escritor do “Porque pecar é pecado”. Talvez eu jamais me recupere. Talvez então eu não me ache mais em condições de continuar escrevendo um livro sobre pecado. E as minhas noites em frente a um computador se resumirá ao prazer falso de mulheres feitas por pixels de computador. Livro incompleto, casamento caminhando para a destruição, caráter de cidadão indo por água a baixo… Essa é a morte da qual Tiago tanto falou.

Assim como a mulher da nossa história: uma vez seduzida pelas lindas palavras do seu chefe, será arrastada até o motel combinado no bilhete. Ela não foi arrastada pelo seu chefe, nem pela situação precária do seu casamento, tampouco pela necessidade de declarar o direito da liberdade feminina. Como disse Tiago, ela foi arrastada pela cobiça. Repare, ela não foi andando, ela foi arrastada. Ela chegou até aquele motel, e a cobiça de saber se ela ainda era mulher o suficiente na cama, talvez para aliviar sua consciência diante do seu marido ruim, ou então a cobiça de ser amada, ou simplesmente a cobiça de “gozar” acabou dando a luz ao pecado do adultério: uma bela e tórrida tarde de sexo. Uma tarde tórrida, mas depois daquela tarde ela será julgada e condenada, considerada indigna de ser mãe, mulher, esposa, funcionária. Antes de ser taxada pelos piores nomes pela sociedade, ela será taxada por ela mesma, pela consciência do certo e do errado que ela tem em si.

Tá vendo? Nos dois exemplos acima, tínhamos a consciência do certo e do errado. Tínhamos a lei, a regra. Mas nada disso foi suficiente para nos livrar. Fomos arrastados e seduzidos até o pecado, sem ao menos poder exercer o nosso direito de escolha. Escravizados, como já disse aqui em capítulos anteriores. Algemados e levados até o pecado.

E é assim que o jovem que tenta sair da droga não consegue. É assim que o homem “mulherengo” não consegue mudar de vida, mesmo sabendo que agora tem mulher e filhos. É assim que o ex-presidiário acaba voltando para o crime, mesmo quando quer viver vida nova. E é assim que até mesmo aquele renomado pastor não resiste ao olhar para os cofres cada vez mais cheios da sua igreja, e acaba cedendo.

Que guerra é essa! Sabemos o que é certo, queremos fazer o certo, mas ainda assim fazemos o errado!

Paulo já falava sobre isso em Romanos 7. Leia com atenção:

“Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado.
Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.
E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa.
Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.
Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo.
Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim.
Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus;
mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros.”
Romanos 7:14-23

E Paulo, que era um dos maiores pregadores que já existiu falava isso dele mesmo. Ele, Paulo, olhava para si e via tudo isso.

E, após fazer essa análise, Paulo termina o capítulo com uma frase dura, se considerando miserável:

“Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”
Romanos 7:24

Que miserável que somos! Quem nos libertará do corpo sujeito a esta morte?

Bem, esse é um assunto para o próximo capítulo.

Se você quer ler todos os textos desta série, acompanhe o weblivro ‘Porque Pecar é Pecado” no Wattpad. Esta é uma forma muito mais fácil de ler todos os textos da série de uma vez só. (E no seu celular, a leitura fica ainda mais confortável. Confira: http://bit.ly/porque-pecar-e-pecado

Deus te abençoe, e até o próximo texto!

A série de textos “Porque Pecar é Pecado” agora está disponível no Wattpad


Se você costuma ler as postagens da nossa página, então você deve conhecer a série de textos “Porque Pecar é Pecado”. Então, agora todos os textos dessa série estão disponíveis na forma de weblivro, lá no Wattpad.

Lá, você pode ler todos os textos de maneira seguida, como se fosse um e-book, como se fosse um livro mesmo.

E é óbvio que tudo isso é gratuito! Basta acessar e ler: http://bit.ly/porque-pecar-e-pecado

Se você tem smartphone iPhone, iPad ou Android, você pode baixar o aplicativo Wattpad e ler pela telinha do celular e/ou do tablet. É uma experiência muito boa!

Com o tempo eu irei postando outros textos do Eita Mocidade por lá, na forma de weblivro, para vocês lerem e compartilharem.

Aproveite! e que Deus abençoe vocês! 🙂

PS: O capítulo 7 é um texto inédito, que ainda não foi publicado aqui no Eita Mocidade. O nome do capítulo é “Capítulo 7: Se sabemos que ‘pecar é pecado’, então porque pecamos?”. Recomendo a leitura! Confere lá! ->  http://bit.ly/porque-pecar-e-pecado

Morra para o pecado, antes que ele te mate!


ISSO MESMO! É morrer ou morrer!

Ligue a tv, fique uma hora assistindo um desses telejornais e veja quantas pessoas foram mortas pelo pecado ainda ontem!

Assassinatos, estupros, roubos, prisões, guerras… Quantas vidas ceifadas! Quantos “futuros” morrem a cada criança ou adolescente morto, ou preso! Quantos dos nossos jovens poderiam estar estudando e conquistando coisas incríveis para suas próprias vidas, para as vidas de suas famílias e até mesmo para o nosso país, mas estão mortos, ou trancafiados em prisões. Ou nas “cracolândias” da vida?

Quantos artistas e atletas –  talentos incríveis – que hoje estão mortos ou viciados no álcool, nas drogas, ou estão estão presos?

Quem se lembra da Amy Winehouse, morta aos 27 anos por causa das drogas? Ou do ex-goleiro Bruno, preso por ter sido responsabilizado pela morte da modelo Eliza Samúdio? Grandes talentos ceifados pelo pecado.

E poderia ficar aqui por horas lembrando mais e mais casos. Certamente você conhece um. Até mesmo no seio da sua família.

Bem, já falamos aqui que para todo pecado existe um perdão, mas se você não quer mais ser escravizado pelo pecado, você  tem que morrer para ele!

E a única forma de matar o pecado é matando o “homem velho”, para que nasça em você o “homem novo”. É necessário que morra as vontades da carne, e que seja dada vida as vontades do espírito.

É necessário renascer.

Na Bíblia, no evangelho de João, conta-se a história de Nicodemos, um fariseu (chefe espiritual dos judeus) que, na calada da noite, foi procurar a Cristo para saber mais sobre as novas ideias que Ele pregava ao mundo.

Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
João 3:3-7

Quando Jesus disse “carne”, Ele estava falando das nossas vontades humanas, vontades animais, instintivas. Vontades essas que Paulo citou quando escreveu à igreja da Galícia:

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias (contendas), emulações (rivalidades), iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
(Gálatas 5:19-21)

São através dessas obras que matamos, traímos, roubamos, caluniamos e provocamos todo o tipo de mal. Mas como Jesus disse, é necessário nascer de novo. Matar a carne e vivificar o Espírito de Deus em nós, e juntamente com Ele, suas obras:

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo (alegria), paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.
(Gálatas 5:22-23)

E o batismo é o simbolo máximo da morte do velho homem e nascimento do novo homem.

Há muitas pessoas que estão na igreja, mas ainda praticam tudo o que o “velho homem” pratica. E tem medo de batizar por não se achar preparado ao olhar para as suas obras, seus vícios e seus costumes. Olha, a melhor coisa que você pode fazer é dar esse passo definitivo para Cristo, matando o velho homem e dando vida ao novo homem, matando a carne e dando vida ao Espírito. Pois você jamais conseguirá “se limpar” sozinho. Não pense que você tem que parar de beber para seguir a Jesus. É exatamente o contrário. Você precisa tomar a decisão de seguir a Jesus, e só assim você terá forças para largar esse vício.

Por outro lado, existem pessoas que já são batizadas e ainda não conseguiram se livrar das amarras do pecado. Saiba que o batismo é apenas um “simbolo” da morte do velho homem e do nascimento do novo homem. É como se você estivesse assinando um contrato. Um contrato é apenas um documento que prova as obrigações dos envolvidos, não é? O contrato em si não fará nada, e sim que m assinou o contrato é quem tem que fazer o acordo valer. O batismo é a mesma coisa: o batismo em si não tem o poder de salvar ninguém, cabe a você fazer valer o compromisso que você assumiu com Deus, “matando” o velho homem ao negar as obras da carne que citei acima e dando espaço para os frutos do Espírito também citados acima.

Está tudo em suas mãos. A força vem de Deus, mas a decisão é só sua.

O pecado imperdoável


Em Mateus 12:31-32, o Senhor Jesus disse:

“Portanto eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia será perdoado aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem agora nem no futuro.”

Percebe-se que o pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo, ou seja é pecar contra o Espírito.

Na minha caminhada cristã já encontrei algumas pessoas que acreditavam em algumas teorias, que em sua grande maioria não tinha nenhuma fundamentação bíblica, que afirmavam ser esse pecado algumas praticas sexuais ilícitas como a fornicação (sexo entre pessoas sem o compromisso do casamento) e o adultério(sexo entre pessoas cassadas fora do seu casamento). Mas a verdade é que esse conceito não está respaldado pelas Sagradas Escrituras. Já vi outros que aparentemente se mostraram preocupados com essa questão e até mesmo com a possibilidade de terem cometido esse transgressão.

Mas o que é esse pecado imperdoável? 

Eu sempre procuro repetir a frase que ouvi de um certo irmão que diz: “Texto fora do contexto gera pretexto”. 

Analisando o contexto em que o Senhor Jesus deu essa declaração, em resumo Ele quis dizer: “Todo o pecado cometido contra mim será perdoado porém o pecado cometido contra o Espírito Santo esse não tem perdão.”  Em uma avaliação temos uma parecer em óbvio: Existe um pecado que não pode ser perdoado, que é essa blasfêmia.

Para melhor compreender, como já disse, devemos analisar o contexto. Vemos ai que alguns fariseus tinham acusado o Mestre de ter expulsado um demônio pelo poder de Belzebu. Ele reponde dizendo “Como pode? Uma casa dividida não permanece de pé” ou seja, primeiro Ele negou que fazia isto pelo poder de Belzebu mas ao mesmo tempo Ele associa essa acusação ao pecado imperdoável de blasfêmia contra o Espírito Santo.

Traduz-se então que esse pecado é o ato de acusar Deus de agir em nome do Diabo, que na pratica seria rejeitar a revelação feita pelo Espírito Santo sobre o Filho de Deus. É portanto a rejeição de Cristo, a quem o Espírito revela.

Todo e qualquer pecado além desse será perdoado porém para esse pecado não há perdão. Quero dizer que não há pecado que Deus não possa perdoar; desde que exista sincero arrependimento; exceto aquele que se compreende em ser a rejeição da Graça de Deus.

Sendo assim todo pecado que rejeita a revelação do Filho de Deus, feita pelo Espírito Santo esse não achará perdão, porque por si só esse ato de rejeitar bloqueia todo o desejo na pessoa de buscar o perdão. Se você já esteve com esse medo ou mesmo se passou esse receio pela sua cabeça, saiba que só o fato de você ter tido essa preocupação já é a prova da ação do Espírito Santo em sua vida. E digo mais, é a prova de que você não cometeu esse pecado.

Seja qual tenha sido o seu pecado, de qualquer natureza, busque a Deus de sincero coração, peça perdão, pois Ele é fiel e justo para perdoar o arrependido.

Deus seja louvado!

(Postado originalmente por Ëllias A. R., do blog ccbiano.wordpress.com)


Oi, a Paz de Deus! Aqui é o Bruno, de volta! 🙂

Encontrei esse texto no blog “ccbiano” e achei muito interessante, pois tirou algumas das minhas dúvidas sobre o assunto. Também achei interessante compartilhá-lo aqui na nossa série “Porque pecar é Pecado”.

Realmente, se olharmos na Bíblia, encontramos pessoas que cometeram outros pecados e foram perdoados.

Pedro, por exemplo, negou a pessoa de Jesus, quando disse não fazer parte do grupo que andava com o Salvador (João 18:17 e 25-27), mas provavelmente não negou a eficácia do Espírito Santo, pois o próprio Jesus buscou a Pedro e o perdoou (João 21). Ele negou Jesus, mas não negou o Espírito, como o próprio Jesus explica em Mateus 12:32:

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem agora nem no futuro.”

Outro exemplo é Davi, que cometeu adultério e assassinato (2 Samuel 11), mas ele não negou a eficácia do Espírito Santo, como está escrito no Salmo 51:

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Salmos 51:11

e assim Davi foi perdoado, como diz em 2 Samuel 12:13.

E se considerarmos que a força de Sansão era causada pela manifestação do Espírito Santo, (Juízes 13:25, 15:14), e que seu pecado foi desobedecer Deus permitindo que Dalila cortasse seus cabelos, rompendo assim seu voto de nazireu (Juízes 13:5), então podemos considerar o acesso de força que Sansão teve ao derrubar as colunas do templo de Dagon logo após clamar a Deus (Juízes 16:28-30) como uma prova do perdão de Deus a Sansão, não podemos? Afinal, não consta na história que ele blasfemou contra o Espírito Santo.

Lembrando que o perdão de qualquer pecado está condicionado ao arrependimento verdadeiro da pessoa, como Davi escreveu no Salmo 51:

A um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
Salmos 51:17

Qualquer pecado, por menor que seja, o qual não nos arrependamos e não tentemos melhorar diante de Deus, já se tornaria um pecado imperdoável,  pois como Deus nos perdoaria se não pedimos perdão, se não nos arrependemos?

Então, quer dizer que eu posso pecar a vontade, que Deus perdoa?

Não. Você não pode pecar a vontade.

Afinal, servimos a Deus para obedecê-lo, e não para desobedecê-lo. Se você tem lido a nossa série “Porque Pecar é Pecado“, já sabe que o pecado nos fere, nos limita, nos escraviza e nos embaraça. Ou seja, há mais motivos para sair do pecado do que para brincar com ele.

E ainda tem a declaração do próprio Deus, lá em Deuteronômio:

Não tentareis o Senhor vosso Deus, como o tentastes em Massá;
Diligentemente guardareis os mandamentos do Senhor vosso Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te tem mandado.
Deuteronômio 6:16-17

declaração essa que até Jesus usou de respaldo para resistir a tentação (Mateus 4) e permanecer puro.

Ou seja, não é assim que as coisas funcionam, mas esse assunto será melhor discutido no próximo texto da série. Por enquanto, fique com a resposta para esta pergunta, em Romanos 6.

O pecado embaraça


Está escrito lá em Hebreus, capítulo 12, versículo 1:

“…deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.” Hebreus 12:1

Aqui, quem escreveu a carta aos Hebreus (provavelmente Paulo) ilustra o pecado como um “embaraço”. Imagine uma situação de embaraço. Uma coisa no mínimo chata. Imagine quando você coloca o seu fone de ouvido no bolso de qualquer jeito, e quando você quer usá-lo, o fio do fone está todo embaraçado. E vocês, mulheres. Diga-nos como é chato tentar desembaraçar cabelos: o pente (ou a escova, sei lá o que vcs preferem usar, rsrsrs) não vai, não anda. E quando você puxa, dói.

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Provocando o terror das irmãzinhas, rsrsrs…

E assim é o pecado: te embaraça, te enrola, te atrapalha, você quer andar na sua vida e não consegue, a coisa não vai. E quando você tenta se livrar do pecado, e como tentar desembaraçar cabelos: dói.

E, repare que no versículo acima, a parte do “embaraço” é completada com “corramos com paciência a carreira que nos está proposta.”.

Proposta por quem?

Por Jesus, claro!

Ele nos propôs uma carreira, um caminho. Caminho este que deveríamos estar caminhando. Servindo a Ele, recebendo os dons de Deus, ajudando ao próximo, levando o evangelho, louvando, tocando, escrevendo… Enfim, fazendo aquilo que Deus colocou no seu coração. Mas imagine só quantos estão parados neste caminho, sem exercer o seu dom, por estarem embaraçados pelo pecado, pelas fraquezas do nosso corpo carnal.

Alguns destes já conhecem o Caminho, mas ainda estão em dúvida se vem para a Graça ou não, outros já são chamados na Graça, mas vão pouco à igreja. Mas tem aqueles que estão na igreja quase que todos os dias, mas ainda estão se deixando embaraçar pelo pecado, e mesmo estando na igreja sempre, não conseguem andar. É como se estivessem parados.

Ou melhor, embaraçados.

E muito desse embaraço chega a atingir até a vida material: quantos estão embaraçado em um vício, e gastam todo o seu dinheiro para sustentá-lo? Quantos estão embaraçados em um relacionamento que Deus não aprova e estão sendo levados à depressão pela sua vida sentimental?

Tenho certeza de que alguns dos que estão lendo esse texto se encontram nesta situação.

Será este o seu caso? Então tudo o que eu tenho a te dizer nem mesmo são as minhas palavras, mas sim as palavras escritas aos Hebreus: Deixe o embaraço, e o pecado que tão de perto te rodeia, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs.

Deixe o embaraço do vício, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs sem ter que lidar com as acusações do inimigo (e de muitos “irmãos” que só apontam).

Não se deixe embaraçar com a fornicação, e nem com o adultério, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs: a de um casamento preparado com Deus, e um lar de paz.

Deixe o embaraço da pornografia, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs, com a paciência de esperar apenas em Deus, sem recorrer à prostituição e ao adultério para suprir suas necessidades, e de não ter suas ideias sobre o sexo oposto deturpadas pelo pecado.

Deixe o embaraço desses relacionamentos complicados, do ‘ficar’, da obsessão por uma pessoa, ou até mesmo das ‘paixões platônicas’ que nunca se realizarão, e corra com paciência a carreira que Cristo nos propôs, a de viver um namoro, e depois um casamento preparado por Deus.

Deixe o embaraço de viver com uma pessoa que já é comprometida, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs: a de não ter que ficar com a ‘sobra’ de ninguém, e de não ter que ser a ‘segunda’, ou a ‘terceira’ da lista, mas sim de ser a primeira, e a preparada por Deus.

Deixe o embaraço de qualquer tipo de pecado, ou de fraqueza que te afasta de Cristo, e corra com paciência a carreira que Cristo te propôs, não deixando de estar perto de Deus nem mais um dia, e siga esse Caminho que te levará à Glória de Deus.

Quem já tentou desembaraçar seja o fone de ouvido, seja o cabelo de alguém, sabe que desembaraçar coisas não é algo fácil. E desembaraçar a sua vida talvez seja muito difícil para você. Mas saiba que é aí que entra Jesus Cristo, o único capaz de desembaraçar qualquer embaraço. Basta você permitir.

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