Um poema


É difícil escrever

Quando a folha está amassada

A vista embaçada

A fé está abalada

As pernas estão

A certeza quer titubear

O “espera sempre alcança”

Não está alcançando 

O “ve-Lo chegar”
Esta é a grande guerra

Eis a batalha travada:

A Tua promessa diz tudo

E meus olhos não vêem nada

A fé provém da paciencia

Duma alma forjada à fogo?

A fé vem da Tua palavra

Esperança de um renovo
Tudo tão turvo

Mal posso ver

Meu espírito quer desfalecer

Não me deixe voltar atrás

Não deixe minha fé morrer
Porque a Tua promessa é verdade

E todo o resto é mentira

Me ajude a firmar nessa Rocha

Mata minha sede com a Água da Vida

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Onde estão os poetas cristãos?


Escreve-se sobre o amor
Escreve-se sobre a dor
Sobre a desilusão do viver
Até sobre a vontade de morrer

Tudo lícito:
Seres humanos e seus sentimentos
Felicidades e lamentos

Mas quem escreve sobre Deus?
Quem escreve sobre a Salvação?
A Esperança? A luz no fim do túnel?

Poetas cristãos: uni-vos!
Vamos fazer da nossa poesia, profecia
Assim como faziam Oséias, Davi, Jeremias
Meia dúzia de palavras bastam
E a escuridão nos corações
Se tornam luz

Se uma alma, apenas
For tocada através do nosso tratado
Teremos coberto uma multidão de pecados

Exatamente. Estou a procura de poetas cristãos no Wattpad, para lançarmos juntos uma antologia de poemas cristãos. Se você é um desses e se interessa, me procure no meu perfil, ou entre em contato pelo e-mail obrunoanastacio@gmail.com.

Luzes da Cidade


Todas as luzes da cidade

Me fazem lembrar

Que existe o Pai das luzes

Para alumiar

Toda a escuridão

Dissipar
No início

Tudo era

Sem forma e vazio

Mas Aquele que transforma

Todo o caos em criação

Ele mandou:

“Haja luz!”

E houve luz

E até Ele mesmo viu

Como tudo aquilo era tão bom
Transforma o caos

Em algo bom

Ilumina minha escuridão

Transforma o meu caos

Em algo bom, Pai

Nos faz

Viver em Tua luz

E ser a Tua luz

E ter a Tua luz

E dissipar toda escuridão

Poema: Capitalismo religioso


A religião?
O capital.

O dogma?
Adquira agora!

A profecia?
Serás feliz!

O batismo?
Chegou seu cartão.

A salvação?
A aceitação.

O profeta?
O publicitário.

O hino?
O jingle.

O livro sagrado?
Alguma loja ponto com.

A igreja?
O Shopping.

O deus?
O consumismo.

(Trecho de ‘Onde Está o Teu Deus’, disponível no Wattpad)

Poema: Ela era suicida 


​Ela estava cansada
Não via mais sentido em viver assim 
Atribulada 
Traída 
Esquecida
Menosprezada

Ninguém a amava
Ninguem a notava
Ninguém a via

Ninguém 

Subitamente
Ela sentiu
Que sua vida, de tão insignificante,
Não faria falta

Subitamente 
Ela sentiu
Que sua vida, de tão insignificante 
Merecia morrer 

Afinal,
Que vida era essa?
Se for para viver de certos jeitos
O jeito, mesmo, é morrer 

E um sentimento de morte
Tomou-lhe o coração 

E foi numa rua qualquer 
Que alguém lhe deu um folheto
Um lugar onde ela poderia realizar
Seu plano 

Sua morte

E então ela foi 
Era uma noite de domingo
Fria, triste
Como todo fim de fim de semana

E então ela chegou
E ali havia outras pessoas que, como ela 
Decidiram morrer 
E um homem
(Um sacerdote?
Não sei.)
Tomou a frente 
Tomou o microfone
Falou algumas palavras 
Sobre como seria bom morrer
Falou de alguém 
Que em tempos remotos 
Também decidiu morrer,
E de como isso tinha sido bom
E de como isso tem sido bom
Até os dias de hoje

E então, a cerimônia, de fato, começou 
E ela logo se apressou
À passos largos, se apresentou
À borda do abismo
Olhou para baixo
A água a amorteceria

Respirou fundo
Coração bateu forte
A água a afogaria

E ela se foi
Um salto sem volta
Um salto pra morte
E segundos depois
Ela ressurgiu 

Triunfante volta
Um salto pra vida!

E naquela noite fria
Daquele domingo vazio
Ela nunca se sentiu tão quente 
Tão preenchida
Tão viva

Hoje é ela que de esquina em esquina
De amigo em amigo
Anuncia:

“Se você quer morrer 
Eu sei de um lugar
Onde você pode saltar para a morte
E ao mesmo tempo saltar para a vida.”

(Em “Crônicas, e Versos que nem sempre Rimam: parte 2”, disponível no Wattpad)

Meu alívio


“A cada intervalo comercial,
a cada propaganda eleitoral,
a cada livro de filosofia,
tenho a doce lembrança
de que não sou daqui
e nem quero ser!
Dos livros dessa terra, só um me alivia:
Aquele que me lembra
que eu não preciso ter
nem ser,
porque pra onde vou
não precisa de dinheiro.
Lá, tudo é Graça!
As ruas de ouro me fazem lembrar
que o que há de mais valioso aqui
é material de calçada por lá!”

Trecho de “Vitamina de Dinheiro“, meu mais novo livro de poesias, disponível no Wattpad. Este livro trás um poema dividido em seis partes, que critica esse mundo que, uma vez impossível servir à dois senhores, acabou escolhendo servir às riquezas, a Mamon. E como já dizia o apóstolo Paulo: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Se você se interessou, acesse gratuitamente clicando aqui.

Poema: Quase 5 horas


Fui despojado
Fui oprimido
Injusticado
Fui perseguido
Por ter professado fé Àquele que já me salvou

Estou humilhado
Adoentado
Estou faminto
As vezes acho
Que fui esquecido por Aquele que é chamado Redentor

Mas logo o Espírito
Me faz lembrar
Que há tempo pra sorrir
E pra chorar
E se a noite é fria
Se não há alegria
Logo o Dia vem
Logo o Dia vem!

O segredo é permanecer
O segredo é perseverar
Olho pro relógio
Quase cinco horas
Logo o Sol da Justiça vai brilhar
Eu sei!

Mais poesias no meu livro “Crônicas  e Versos que nem sempre Rimam” disponível no Wattpad. Clique e conheça.