Os livros mais chatos da Bíblia

A PARTE MAIS CHATA DE SE LER NA BÍBLIA certamente são os livros da Lei. Números, Levítico, Deuteronômio… São livros “chatos” porque diferem de tudo aquilo que estamos acostumados a ler, até mesmo na própria Bíblia. Dificilmente você encontrará ali uma narrativa, uma sucessão de fatos onde você pode encontrar início, meio e fim, como numa estória qualquer que estamos acostumados a ler. São livros que tratam de leis, de regulamentos, do que se pode e não se pode fazer. Coisa pra quem gosta de estudar Direito, rsrs.

É aqui que morre a maioria dos planos de leitura bíblica: Gênesis, ao contrário, é cheio de narrativas envolventes, histórias que viraram filmes e até novelas. É um livro que lemos em poucos dias. Mas quando nos deparamos com a “chatice” dos livros da Lei, desanimamos.

Bem, se até ler é de certa forma chato, quanto mais viver? Digo, imagine aquele povo que atravessou o mar vermelho achando que bastaria mais alguns dias de caminhada e estariam na terra prometida, tendo que ficar parado no meio do deserto, vendo Moisés subindo e descendo do monte, entrando e saindo dá tenda. Lei, lei em cima de mais lei. Anda, para, anda de novo, aí a nuvem para é o povo para novamente. E isso se estendendo por anos e anos… E a Terra Prometida ali, tão perto…

Difícil explicar, difícil não ser tomado pela ansiedade, difícil não cair na tentação de não crer, não é? Se imagine ali, naquele deserto, vivendo tudo aquilo.

Mas uma coisa é certa: naqueles quarenta anos no deserto, Deus pegou uma multidão de escravos e transformou numa nação. O que aconteceu ali, naquele lugar árido, foi algo tão forte, que permanece até hoje. Das grandes nações antigas, so a de Israel permanece até hoje, com seus ritos, crenças e tradições. Não se ouve mais falar de filisteus, amonitas, moabitas ou qualquer um daqueles povos. Mas Israel permanece.

Então penso nos “desertos” que enfrentamos, nas provas prolongadas, nas situações onde parece que estamos tão próximos do objetivo, mas nunca alcançamos. Eu olho para os desertos da minha própria vida, e entendo que Deus está construindo algo forte, também. Algo que permanecerá.

É Deus, nos despindo do velho homem, fortalecendo nossos casamentos e famílias. Nos limpando nossa vaidade, nos ensinando a ter uma relação saudável com a nossa profissão e os nossos objetivos materiais. É Deus nos ensinando a viver pela graça, fortalecendo a nossa fé. Não a fé falsa de que “tudo o que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar”, mas a fé verdadeira que me fará dizer, com convicção que “Sei o que é passar necessidade e sei também o que é ter em abundância; aprendi o segredo de toda e qualquer circunstância, tanto de estar alimentado como de ter fome, tanto de ter em abundância como de passar necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4:12‭-‬13 NA17)”.

Então, que Deus nos dê paciência. Para ler e viver o “deserto”.

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