A gente vive com medo do que vai acontecer: medo de faltar o arroz, o feijão, medo de faltar o dinheiro dos boletos, medo do que vai acontecer se faltar o dinheiro dos boletos. Medo do TCC e das matérias da faculdade, medo de não entrar na faculdade. Medo de sair na rua, de ser assaltado, medo de não ser compreendido pela família. Medo de dirigir, medo de voar, medo de sonhar, medo de engravidar, medo de não engravidar.
Medo de viver. Medo de morrer. Medo de morrer e não ir pro céu. 
Mesmo vivendo com Cristo, e crendo em tudo o que Ele disse e fez, muitos entre nós ainda não conseguem afirmar com toda a certeza se vão ser salvos. Como assim?
Talvez porque a maior parte daquilo que ouvimos hoje como pregação do evangelho ainda é algo do tipo “seja bonzinho e vá para o céu, seja mauzinho e vá para o inferno”. É tipo a história do menino que precisa ser bom o ano inteiro para receber a visita do papai Noel no natal.
Mas Jesus Cristo não é papai Noel.
Nada do que recebemos dele depende do que fazemos ou de quem somos. O que acontece é justamente o contrário: o que fazemos e somos depende daquilo que Ele fez e faz por nós. Em outras palavras: não recebemos a visita dele porque somos bonzinhos, mas nós tornarmos cada vez “menos pior” a cada visita Dele que recebemos. Se você vai pro céu, é muito mais por causa do que Ele é, e não por causa do que você é.
Afinal, quem era Zaqueu? Um cobrador de impostos corrupto. Quem era aquele homem pendurado na cruz com Cristo? Um bandido. Quem era a mulher que quase foi apredejada? Uma prostituta.
Tá vendo? Ninguém era bom. Ninguém era digno. Ninguém era santo. Mas todos eles receberam uma mão de misericórdia, mesmo sem mérito algum.
Não temos santidade e nem dinheiro para os boletos, e também não temos garantias quanto a faculdade e não sabemos o que será dos filhos que colocaremos no mundo. Temos medos, mágoas, rancores, desejos maus… Mas dou gloria a Deus toda vez que me lembro que nenhuma benção vem de mim. Todas as bençãos vem Dele.
Glória a Deus!

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