Tenho certeza de que a maioria das pessoas que se condoeram com a situação do rapaz não apóiam a bandidagem, e não acham bandido bom (e não vão leva-los pra casa). Essas pessoas apenas estão criticando a resposta exagerada do rapaz tatuador.
Da mesma maneira, estou certo de que aqueles que defendem, em sua maioria, não são pessoas sem coração, e sim gente cansada desse mundo injusto que vivemos, onde parece que sempre o bandido é que se dá bem e a vítima é que se dá mal.
A verdade é que todo esse mar de injustiça está cansando todos nós. Como certamente cansou o tatuador, que em um momento de raiva, tomou uma atitude exagerada. Mas não me atrevo a critica-lo, afinal, com cabeça quente fazemos muitas coisas, não é?
Mas nós aqui, em nossos celulares, nos achando os juízes de tudo e de todos, não estamos com a cabeça quente como o rapaz, é o que se espera de nós é um pouco de equilíbrio e bom senso. E se dizemos acreditar em Deus então, espera-se muito mais bom senso ainda.
Não me envergonho de dizer aos quatro cantos que creio não apenas em Deus, mas creio que Ele enviou um Redentor – seu próprio filho – em favor tanto do bandido como do mocinho. Pois ambos são vítimas do mesmo pecado, que escraviza um para oprimir o outro. Por essas e outras é que não sou a favor de que cabeças sejas marcadas com os pecados das pessoas, porque creio num Cristo que pode apegar toda a escrita de culpa das nossas vidas, se assim cremos.
“Apronta a vida toda e agora vem dar uma de crente, com a Bíblia na mão”. Exatamente! O cristianismo de Cristo (e não os das religiões) é justamente sobre isso: pegar gente do meio do lixo, do meio do inferno, e transformar em gente digna. E cada vez que perdemos a fé nisso, estamos indo cada vez mais pro buraco.
E, para terminar: se virasse lei tatuar o último pecado das pessoas em suas cabeças, o que estaria tatuado na sua agora?

Anúncios