Aos Evangélicos, Capítulo 2: Meritocracia e fé

MERITOCRACIA E FÉ: Nós, evangélicos, de fato fazemos coisas boas pelas pessoas, pela sociedade. Alimentamos famintos, visitamos viúvas, levamos palavras de redenção aos presos. Alguns de nós vão à Africa, outros vão às favelas… Muitos de nós estão envolvidos em causas socias, seja com a “mão na massa” no front de batalha, seja na retaguarda, financiando essas ações com dinheiro e orações.

Isso é muito bom, de fato. É o cumprmento do mandamento de Jesus: “amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Disse o apóstolo João que “não podemos dizer que amamos a Deus se aborrecemos nosso irmão”, logo entendemos que não é possível dizer que servimos a Deus se deixamos o faminto morrer de fome e o sem teto morrer de frio. E poderíamos (e deveríamos) fazer ainda muito mais se houvesse 100% de engajamento no nosso meio, o que está longe de acontecer, infelizmente.

Mas há algo de errado nisso.

O quê?

Errado é acreditar – e por consequência, pregar – que alcançamos alguma salvação por meio disso. Não fazemos isso para sermos salvos, e fazer isso não nos salvará. Dar comida à mendigos, por mais maravilhoso que seja, não pode salvar nossas almas.

E agora tenho certeza que estpu confrontando a teologia pessoal de muitos cristãos.

Então raciocine comigo: se merecemos crédito pelas nossas ações, logo merecemos débito pelas nosas más ações, não é? Isso é justo. Logo, será que teríamos dinheiro sobrando em nossas contas ou seríamos devedores, se isso fosse aplicado? Até fazemos boas ações, mas a multidão das nossas más ações complicaria nossas vidas. Por mais que alguns de nós dê comida aos mendigos, quantos outros não morrem de fome todos os dias? Isso seria debitado de nós. E muitos estão preocupados demais com o mendigo, com presidiário, com o órfão, mas se esquecem da esposa, do filho.. Mais débitos. E tem aquele que não se lembra nem de um, tampouco de outro. Mais débitos ainda…

E a conta jamais fecharia: todas as vezes que magoamos, não perdoamos, não pedimos perdão, não fazemos o que temos que fazer, fazemos o que não deveríamos fazer… E ainda as vezes que nos conformamos e participamos da cultura corrupta deste mundo, e até nosso descaso com o meio ambiente, criação de Deus: tudo devidamente debitado e acusado em seu extrato. Já pensou? Foi o que o apóstolo Paulo disse aos romanos: “Não há um justo sequer, não há um que não tenha cometido pecado”.

Logo, se esse evangelho meritocrata fosse aplicado, todos seríamos devedores. E se não fossemos devedores, que sentido haveria num Messias, que paga nossos pecados, uma vez que não deveríamos nada?

Ora, se dissemos e aceitamos a ideia de um Jesus que PAGA POR PECADOS, consequentemente aceitamos a ideia de que somos DEVEDORES, e também a ideia de que NÃO TEMOS CONDIÇÕES DE PAGAR essa dívida, pois como dito anteriormente, nossas más atitudes superariam facilmente as nossas boas obras.

O que nos salva é a fé.

A fé de que alguém pagou essa pena de morte, mesmo sem dever nenhum pecado, e reverteu esse crédito para nós, e para todos aqueles que cressem. Logo, nenhuma de nossas boas açoes servem para nos salvar. O que nos salva é a fé em Jesus, somente isso?

Então fica a pergunta: se Jesus já pagou nossas dívidas, então porque mudar de vida? Porque largar as más obras e fazer as boas obras?

Ora, pelo TESTEMUNHO DE FÉ e pela CONVERSÃO.

Um homem criminoso que aceita Jesus como seu salvador e sai da vida do crime testemunha para todos os seus companheiros criminosos que há um caminho, que há uma saída para a prisão que essa vida representa, que existe Alguém capaz de tirar o homem do fundo do poço e colocá-lo em lugar limpo e iluminado, perdoar sua multidão de pecados e limpar sua consciencia pesada. O nome disso é CONVERSÃO.

As boas obras de um cristão testemunham ao mundo a conversão a qual esse mundo clama.

Então, não vamos mais viver como se as nossas boas obras nos salvasse, porque ainda que fosse assim, as nossas más obras nos condenariam. Vamos viver a Graça de Jesus, essa favor imerecido que recebemos do Pai, e divulgar isso ao mundo: que é possível ser convertido dos nossos maus caminhos se crermos em Jesus.

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