Leite

Bata notas de 100 no liquidificador
e beba, pra ver que gosto que tem.
É doce!
É esse o leitinho, tão desejado
Que todos correm atrás
Leitinho que faz crescer,
E dá todos o que todos desejam
E é por causa dele
que se matam, matam e morrem
Por causa dele
Pai está contra filho
Governante está contra governado
Nação está contra nação
Irmão está contra irmão

Eu não sou louco, nem burro
Tampouco hipócrita
Quem não sorri quando o cartão passa
E a transação é aceita?
E quantos morreram hoje
Porque nem bolsa governo tinham?
Mas transformar a vida em um bazar
E vender tudo por míseras 30 moedas?

Vende-se pai, mãe, pão
Vegonha, opinião,
Vende-se sexo e a honestidade
E a moral de uma cidade
Quanto custa a liberdade?
E a cabeça no travesseiro?
E o orgulho que o seu filho tem de você?
E o Deus que habitou entre nós?
Trinta moedas? Dez por cento?

Quer saber, eu odeio esse mundo!
Com força!
Veja, não odeio as pessoas,
Odeio o sistema
Não estou falando de “capitalismos”,
Nem de “socialismos”
Que no fundo são iguais
Perdoem a opinião
Meia duzia enriquece
Em troco da fome da população
Estou falando do sistema que está por trás de todos os sistemas
Que diz que é necessário oprimir pra enriquecer
Que não há problema roubar pra ter
Que ter é melhor do que ser
E que é impossível ser sem ter
De vez em quando surge um que grita “igualdade”
Mas a igualdade não vale pra ele
Igualdade apenas no papel
(Quantos banheiros têm na casa do Fidel?)

Enfim,
A cada intervalo comercial
A cada horário político
A cada livro de filosofia
Tenho a doce lembrança
De que não sou daqui
E nem quero ser!
Dos livros dessa terra só um me alivia
Aquele que me lembra
Que eu não preciso ter
Nem ser
Porque pra onde vou
Não precisa de dinheiro
Lá, tudo é Graça
As ruas de ouro me faz lembrar
Que o que há de mais valioso aqui
É material de calcada por lá

E é bom sempre lembrar
Que a grande prostituta caíra
Aquela que corrompeu todos os reis da terra
Com a sua prostituição
E todos que com ela se envolveram
E do seu leite beberam
E como ela se venderam
Junto com ela cairão

Então, abaixe sua arma
Leve meu dinheiro, meu dizimo
Leve meu imposto
Bata tudo e beba do seu leite
Pois eu já tenho a Água
Viva, cristalina
E de graça

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