IMAGINA VOCÊ MOÇA, COMPRAR UMA ROUPA E SÓ RECEBER FARRAPOS! Isso mesmo! Você vê o vestido, ou o terno lindo no manequim, naquela vitrine iluminada, na loja mais linda do shopping de mais alto padrão da cidade. Você entra, experimenta… e a roupa te serve perfeitamente, parece até que a peça foi feita especialmente pra você! Aí você paga (caro!), alguém embala a roupa e põe naquela linda sacola que você carrega ao sair da loja, desfilando. Mas a surpresa vem quando você chega em casa, abre a sacola, e só encontra… farrapos! Um pedaço de pano velho, rasgado e desbotado!
Já imaginou que decepção?

Aí você volta a loja imediatamente para reclamar. Ao chegar lá, você ouve do gerente que aquela é a mesma roupa que você comprou, o mesmo modelo. Só que ela já foi usada por anos, por muitas pessoas diferentes, que a usavam por um tempo e depois a devolviam na loja. E cada pessoa devolvia aquela roupa com um rasgo ou uma mancha nova. “Até tentávamos remendar a roupa pra ver como ficava, mas não tinha muito jeito, como você pode perceber”, diria a gerente, como se isso fosse algo normal.

Que história maluca, não?

Aí você me diria que é impossível que isso aconteça em uma loja. Ok, você tem razão. Mas eu te afirmo que isso acontece todos os dias. Com pessoas.

Pessoas que são usadas, devolvidas, remendadas; usadas novamente, devolvidas novamente, remendadas novamente… Um ciclo que parece nunca terminar. Talvez tenha muita gente assim lendo esse texto agora, e se identificando. Eu estou falando de vida sentimental, gente.

A cada experiência sentimental mal sucedida – seja um namoro que não deu certo ou seja um casamento de anos que termina em divórcio – marcas vão ficando na pessoa. Receios, ressentimentos, rancores… Sabe aquela história de que “homem é tudo igual!”, “homem não presta!”… Por causa de um homem (ou mulher) que não prestou em um primeiro relacionamento, temos a tendência de carregar toda essa carga para um segundo relacionamento, que não é mais um relacionamento “puro”, mas sim contaminado pelos receios de relacionamentos passados. E aí você passa a ter medo de que o seu(sua) atual companheiro(a) faça as mesmas coisas que o antigo fez, e passa a julgá-lo com as mesmas regras do relacionamento passado – ainda que a companhia atual não cometa os erros da passada.

Imagine então como fica uma pessoa que está tentando emplacar o seu sétimo ou décimo relacionamento, trazendo as más experiencias, feridas e rancores dos NOVE relacionamentos passados… Imagina isso?

Eu sei que o vidro cobre o teto de todos nós. Ninguém está livre de sofrer uma decepção amorosa, infelizmente. Mas me preocupa ver jovens se dando a relacionamentos de maneira tão leviana (sim, essa é a palavra!): um hoje, outro amanhã… se não der certo outro no mês que vem. Se você que está lendo esse texto se comporta assim, então responda a si mesmo: como você acha que chegará a um casamento? Ou então, o que chegará de você? Apenas os farrapos? Você está como a roupa usada do exemplo acima. Quem te “compra” imagina estar levando pra casa algo lindo, exclusivo, virgem, nunca usado… Mas quando te conhecer a fundo, descobrirá os farrapos, fruto das feridas de relacionamentos mal-sucedidos no passado.

Você realmente acha que o seu futuro marido/esposa merece receber apenas os “pedaços” de você? Apenas o resto?

Olha, quando falamos sobre VIRGINDADE, todos levam apenas para o lado sexual. Sim, a virgindade sexual é muito importante, mas o que vejo hoje no meio da igreja são jovens que mantem a virgindade sexual, mas não são mais virgens nos sentimentos. Perderam a pureza, a doçura, a meiguice, e a trocaram pelo rancor, receio, medo, ressentimento, a “malícia” usada como armadura caso você precise “se defender” da pessoa que diz que te ama. Uma amor muitas das vezes fingido – ao contrário do recomendado em Romanos 12:9 – onde pessoas tem medo de “se entregar por completo” numa relação que pode ser tão ruim (ou pior) que as passadas.

Nós, jovens, deveríamos chegar à um relacionamento virgens de sentimentos. Imagina só um moço e uma moça fiéis a Deus, e sem as “memórias” de relações ruins do passado: há todas as chances de haver entre eles um amor puro, verdadeiro, sem ressalvas. Eles podem entregar seus sentimentos completamente, sem medo de “acidentes”.

É óbvio que no “jogo do amor” não é fácil acertar de primeira. Todos nós estamos sujeitos a decepções. Mas muitos de nós deveríamos nos guardar mais, para evitar esse tipo de coisa. Verdadeiramente esperar em Deus, o tempo que for, e receber de Deus alguém perfeito para você, com qualidades e defeitos, como todo mundo, mas disposto a te entregar sentimentos sinceros. Pessoas sentimentalmente inteiras, e não aos “farrapos”.

E pra você, que se encontra aos “farrapos” graças as circunstâncias da vida, saiba que Jesus é aquele que trata cada ferida. O nosso Senhor é aquele que faz tudo novo, de novo. Se você está em farrapos, saiba que Jesus pode te dar novas vestes. Brancas, puras, lindas. Confie nEle!

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