Uma sociedade que estampa a mulher como um objeto de consumo, que deve ser avaliada pelas medidas do seu corpo, cada vez mais nu em todos os veículos de mídia. Uma sociedade que ensina a mulher que desde cedo ela tem que cultivar seus “valores”. Você já reparou o apelo que cantoras como Anitta tem junto ao público infantil, mesmo cantando músicas com temas adultos? Já reparou como gêneros como o funk tem uma aceitação pronta junto as crianças de 10, 11, 12 anos?

E não venha dizer que “nos meus tempos não eram assim”. Se você tem mais de 20 anos, certamente se lembrará que participou de uma geração que aprendeu cedo como “segurar o tchan”, ou “descer na boquinha da garrafa”: coreografias de boates noturnas sendo exibidas nas tardes de domingo nos programas “de família” das duas principais emissoras do país, sem o menor pudor, sem a menor cerimônia. Eu me lembro das festinhas infantis (eu disse “infantis”) que frequentava nos últimos anos de infância e primeiros de pré-adolescência: entre uma música da Xuxa e outra da primeira geração das Chiquititas, um axé com coreografia altamente erótica fazia todas as meninas de 10 anos caírem na dança inocentemente.

Meninas de 10 anos de idade sendo introduzidas muito cedo na “cultura do erotismo” que vivemos neste mundo, especialmente no Brasil.

E nós, meninos? Muito antes de ter qualquer contato com a tão falada pornografia, foi no sofá da sala de casa, ao lado dos nossos pais, que começamos a aprender que uma mulher deveria ser avaliada pelos seus seios, pernas, bumbum… E assim é até hoje: não temos mais “Tchan”, os “orgãos reguladores” finalmente começaram a regular o que se pode e o que não se pode exibir as 4 da tarde na TV, mas se você ficar até um pouco mais tarde com a televisão ligada, lá estará o “Pânico”, o “Legendários”, o “Big Brother” para garantir que a doutrina da erotização continue sendo pregada.

E como esses programas continuam tendo um forte apelo junto ao público infanto-juvenil… Triste! :/

Ao refletir um pouco sobre tudo isso e ao perceber que aprendemos a aceitar, admirar e participar dessa cultura do erotismo bem mais cedo do que imaginávamos, podemos entender que um jovem adolescente que se prende à pornografia apenas está seguindo o curso que lhe foi dado em seus primeiros anos de vida. E uma moça que valoriza demasiadamente as curvas do seu corpo, e acha que esse é o único atributo que deve ser usado para conquistar o sexo oposto, apenas está colocando em prática o que aprendeu seja com o Tchan, com a Anitta, com a Beyoncé ou com as paniquetes. Ainda que indiretamente.

Vivemos em uma sociedade erotizada. E essa cultura demoníaca do erotismo bate nas portas das nossas CRIANÇAS, todos os dias. Muito antes de elas conseguirem entender com sabedoria algum versículo bíblico, o mundo ensina sua doutrina maligna de uma maneira simples e sutil.

Esse fenômeno é visível em boa parte do planeta. Mas aqui no Brasil, país tropical conhecido pela “beleza” das suas mulheres, isso é muito mais forte. É brutal. É uma verdadeira ditadura enfiada goela abaixo de todos nós.

E mesmo depois de convertidos, passamos parte das nossas vidas lutando contra as sequelas desse mal: quantas moças crentes não conseguem deixar de dar uma super importância as suas saias e vestidos curtos e justos e decotados? Já vi coisas terríveis dentro da igreja, em um lugar onde todos deveriam estar indo para louvar a Deus.

E nós, moços: quantos de nós ainda vivemos sob a tentação da pornografia, mesmo depois de batizados? E esse mal é pior que bebida e droga, porque podemos passar nossa vida inteira praticando e ninguém perceberá. Você pode ter uma aba aberta em um site porno agora mesmo no seu computador ou celular, e ninguém perceberia isso.

E os efeitos são claros: mulheres que se vendem como objetos sexuais para homens que tratam mulheres como objetos sexuais. Até mesmo na hora de considerar namorar uma moça cristã, nos, moços convertidos, ainda sentimos a tendência de nos deixarmos levar pela tentação de dar importância demasiada aos “dotes físicos”, e deixar de lado coisas realmente importantes como fidelidade e amor a Deus, honestidade, humildade, etc. Da mesma maneira, moças deixam de cultivar essas valores e preferem exibir a beleza de seus corpos em uma roupa justa para conquistar o rapaz. Como um casamento que começa sob essa base pode dar certo no futuro? E quando a moça engravidar? E se ela engordar? E depois dos 30, 40, quando o corpinho dela não for mais naquele formato de violão? Como será? E as que não se encaixam nesse padrão nefasto de beleza? Não merecem um casamento? E os reais valores de uma mulher de Deus que muitas delas carregam em si? Não deveriam ser observados?

E esse é apenas um dos efeitos nocivos dessa cultura erótica que vivemos. Poderíamos ainda citar outros, como a vida sexual pífia que muitas mulheres casadas vivem, por causa de homens que aprenderam na pornografia a buscar prazer sozinho e pensam que sexo serve apenas para seu próprio prazer, e não se preocupam em dar prazer, como já dizia Paulo em Coríntios 7:4: “o corpo da mulher pertence ao marido, e vice-versa”. Será que um moço que passou a adolescência inteira obtendo prazer sozinho pode entender que agora que está casado, ele deve se preocupar primeiramente em dar prazer, e depois em ter prazer? Algum sexólogo que defende essas praticas como 100% saudáveis pode me explicar?

E ainda poderíamos citar outros efeitos da “cultura erótica que vivemos: a prostituição infantil que assola silenciosamente crianças de 10, 12 anos em cada posto de parada de caminhoneiros de cada rodovia deste país. Poderíamos falar da pedofilia, dos estupros e de toda a forma de violência contra a mulher, que é enxergada por essa sociedade como apenas um objeto de prazer sexual.

Bem, para terminar esse logo texto, quero deixar uma pergunta: até quando nós vamos participar disso? Nós vamos contribuir para alimentar essa cultura demoníaca?

Você, moça batizada, como você se veste? Para quem você se veste? E porque você veste a roupa que está vestindo agora, ou a roupa que você veste para ir à igreja, trabalho ou escola? Suas vestes glorificam a Deus ou glorificam ao seu corpo? Não é a gloria de Deus deveria refletir em você? Se Jesus disse que olhar para uma mulher com más intenções já é adultério (Mateus 5:27), então você já parou para pensar em quantos homens você pode estar levando ao pecado por causa da roupa que você está vestindo? Você, como serva de Deus, deveria estar levando as pessoas à Salvação, e não ao pecado.

E você, homem? Será que mulher pode ser avaliada apenas pelo tamanho do seio e do bumbum? É totalmente saudável você apreciar os dotes físicos da sua ESPOSA (Provérbios 5:18,19), mas o que você ganha ao desejar a mulher estranha? Por acaso a cobiça não é pecado? Jesus, o filho de Deus, disse que olhar para uma mulher com más intenções já pode ser considerado adultério (Mateus 5:27), então como podemos dizer que “ver pornografia é melhor do que pecar”? Por acaso já não estaríamos pecando? E, ainda que as mulheres do seu convívio usem roupas curtas e decotadas, será que isso serve como desculpa para enxerga-las como um objeto sexual? E, se Paulo disse na carta aos Coríntios que o corpo do homem pertence á sua mulher, e o corpo da mulher pertence ao seu homem, então será que formas de auto-prazer sexual podem ser tão saudáveis como dizem? Ao praticar isso, você não estaria cultivando em si um sentimento egoísta, onde o prazer que você dá a si mesmo parece ser o único o que importa? No seu casamento, o prazer da sua esposa deve ser a sua principal preocupação, e o seu prazer deve ser preocupação dela. Afinal, o amor é sobre isso, aliás, todo o conceito de amor bíblico é sobre preferir primeiro agradar o próximo e só depois a si mesmo. É por isso que o sexo, invenção de Deus, é praticado a dois: um da prazer ao outro. Olha que forma linda de expressar amor!

Sim, somos todos fracos e massacrados por essa ditadura que vivemos! E como é difícil para nós, jovens, passar nossa mocidade puro em relação a tudo isso. O Sangue de Jesus está aqui para nos justificar, e o Espírito Santo de Deus habita em nós, para nos guiar em tudo o que é justo e verdadeiro. Temos que lutar contra isso! Não podemos aceitar viver como o mundo vive!

Você, moço e moça que tanto deseja casamento, como você acha que será seu casamento se essa cultura erótica, pecaminosa egoísta reinar no seu lar? Vamos a luta, jovens! Vamos brilhar! Vamos ser luz deste mundo! Vamos deixar a luz de Cristo brilhar em nós! Vamos mostrar a esse mundo que é possível!

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