Por que não entendemos nossas provações?

IMAGINEM SÓ UM PAI TENTANDO EXPLICAR ao seu filho recém-nascido sobre as vantagens e necessidades da vacinação: quem inventou cada tipo de vacina, do que elas são compostas, como são feitas, e como elas evitam a contração de doenças que podem matar.

Que cena mais estranha, não?

Ainda que o pai explicasse: qual criança recém-nascida entenderia termos que só são claros a médicos, enfermeiros, cientistas e afins?

Fala sério, nem mesmo nós entenderíamos, rsrsrs.

Talvez seja por isso que você provavelmente nunca tenha presenciado uma cena assim.

Mas eu fico imaginando a aflição que a coitada da criança passa. Ela deve ficar se perguntando sobre os porquês de seus pais, que sempre a protegem e dão amor e carinho, deixarem um estranho lhe enfiar uma agulha.

Uma não. Uma por mês, praticamente! (Já repararam que as crianças menores são as que tomam mais vacinas, rsrs?)

Complicado. Porque quem poderia explicar isso aos nossos pequenos? E ainda assim eles não entenderiam.

Acredito que assim acontece em relação as nossas provações neste Caminho: somos como pequenos recém-nascidos, que precisam serem vacinados para permanecerem vivos e crescer saudavelmente. Passar por provações é algo duro. Falo isso lembrando do que já passei junto com a minha família, e lembrando das historias de muitas pessoas que eu conheço. Processos dificílimos!

É difícil para nos entendermos como e por que Deus deixa que “um estranho nos enfie uma agulha”, ou seja, como um Deus bom nos deixa passar por tantos processos dolorosíssimos. Mas, se um dia Deus tentasse nos explicar os motivos de tudo isso, será que seriamos capazes de entender?

Por mais velho e experiente que você seja, diante de Deus somos todos como “crianças desmamadas”, como já dizia o salmista no Salmo 131. E ainda me lembro das palavras de Isaias: “assim como o céu é mais alto que a terra, os pensamentos de Deus são maiores que os nossos”. Quer dizer, duvido que realmente entenderíamos o Plano Maior que Deus tem para nós. Duvido que entenderíamos a purificação, a estruturação que Deus está promovendo nas nossas vidas.

Seria como um pai tentando explicar ao seu recém-nascido sobre as benesses da vacinação.

Aceite: você não entenderia os “termos técnicos” de Deus, e nem Suas motivações. E nem eu.

Então, tudo o que nos resta é confiarmos nEle. Confiar na suas Palavras. Confiar no que está escrito em Tiago 1, Romanos 5:3-5. Nos comportarmos como a “criança desmamada que não procura se ocupar de coisas que lhes são altas demais”, como Davi exemplificou no Salmo 131. Tomarmos por exemplo a maturidade com que Paulo lidava com suas duras provações, como ele mostrou na sua carta aos Filipenses. (Aliás, você já leu algum desses trechos?). E não nos esquecer do famoso Salmo 23: ainda que passarmos pelo ” vale da morte”, não devemos temer, porque nós temos um Pastor.

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