Uma humilde casa de oração, lá em Angola…

Sábado, estava com uns amigos aqui em casa, e através de um desses aplicativos de “Relatório CCB online”, localizamos pelo menos 25 congregações com cultos na noite daquele sábado, apenas em Itapevi/SP, onde moramos.

25 congregações, fora outras cidades da região, como Cotia, Barueri, Jandira, Osasco, etc. Cidades cuja congregações dificilmente ficam mais do que 30 minutos de carro daqui de casa. Congregações com bancos e banheiros confortáveis, belos sistemas de som, orquestras grandiosas e tudo mais, que inclusive são bençãos de Deus nas nossas vidas e frutos de promessas recebidas pelos nossos antepassados. Gloria a Deus por isso!

Hoje, a página Conserva o 22 posta essa imagem desta pequena e humilde casa de oração lá em Angola, onde tenho certeza de que não há a quantidade de casas de oração que temos aqui, nem em sonhos.

Aliás, não apenas nos lugares mais remotos da (infelizmente) pobre África, mas na rica Europa, também não há a quantidades de casas de oração que temos aqui. Faz dois meses no máximo que um irmão encarregado de orquestra lá da Suíça esteve congregado em um ensaio numa comum aqui perto de casa, e ele comentava das dificuldades de servir a Deus em um país com tão poucas congregações e um inverno tão rigoroso.

Mas, se pararmos para pensar, servir a Deus e pregar sua Palavra sempre foi algo difícil, trabalhoso, e porque não dizer perigoso, em todos os tempos e lugares. (Basta ler Atos dos Apóstolos, por exemplo.)

É difícil explicar para o pobre africano onde está Deus em meio a toda aquela miséria, que aliás é fruto não da ira de Deus, mas da injustiça do ser humano através da história.

É difícil explicar para o rico europeu onde está Deus. Logo o europeu que aprendeu a desacreditar do cristianismo ao presenciar de perto a cada desmando da igreja católica através da história.

É difícil pregar a Palavra de Deus em muitos países árabes onde simplesmente é proibido falar de Jesus. Assim como é difícil pregar nos demais países asiáticos tão cegos pelos ídolos.

É difícil pregar a Palavra na nossa América Latina católica. É difícil explicar para o latino-americano que entre nós e Deus só há Jesus, e não é necessário nenhum crucifixo, e nem mesmo a intercessão da “virgem”.

Vejam só, até mesmo nos Estados Unidos da América do Norte, país que só existe por causa da vontade dos povos antigos em ter a sua liberdade de crer, é difícil pregar a Palavra para um americano que viu o significado  da palavra “gospel” passar de “as boas notícias da salvação” à “forma de ganhar dinheiro usando o evangelho”.

Ou seja, apesar do que acreditamos, não é fácil cumprir a vontade de Deus em nenhum lugar deste mundo, ora porque um é rico demais, outro é pobre demais, outro tem “liberdades” demais e outros sequer tem liberdade para crer.

Creio que um dia Angola possa ter muitas belas congregações, assim como o Brasil tem, mas ainda assim, não será fácil servir a Deus. Provas, tentações e desânimo fazem parte de qualquer povo, em qualquer época, em qualquer condição social, mas ainda assim temos que agradecer a Deus porque aqui, no Brasil, temos a liberdade de servir a Deus e anunciar o evangelho como em poucos lugares neste mundo. E acredite, isso é uma riqueza que vale muito mais do que os números do PIB e outros indicadores da economia.

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