Defender Deus?


“DEFENDER DEUS É COMO DEFENDER UM LEÃO. ELE NAO PRECISA DA SUA DEFESA, AMIGO. APENAS ABRA A JAULA.”

Ouvi essa frase há algum tempo, e a cada dia faz mais sentido. Deus não precisa de defesa: nem no Congresso, nem nas redes sociais, nem na mídia. Não é um filme, uma lei, uma opinião contrária que fará Deus deixar de ser Deus.

Crentes não tem que pegar em armas (nem mesmo ideológicas). Deus não é a estátua da procissão, que precisa ser carregada com cuidado para chegar sã e salva no santuário.

Quer defender Deus? Defenda com o seu bom testemunho. Que você não seja o motivo para que o nome de Cristo seja blasfemado por aí. Seja justo, bom, honesto, tenha uma vida sossegada. Seja pronto para ouvir e tardio para falar.

Este mundo precisa de sabedoria. Vamos pedir a Deus, e Ele não recusará. (Tiago 1:5)

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Sobre “cura gay”, ameaça gay… E sabonetes antibacterias


Cara, imagina que você é o marketeiro de uma fábrica de sabonetes. Não estou falando de uma fábrica fundo de quintal, não. Estou falando de uma multinacional do setor. E você precisa aumentar as vendas do produto do seu cliente. Criar um comercial explicativo ౼ e chato ౼ sobre a importância de lavar as mãos certamente não funcionaria.

Mas, e se você adicionasse uma substância anti-bacteriana na fórmula do produto, e então fizesse uma propaganda com bebês bonitinhos, dizendo que o seu sabonete mata 99% das bactérias e deixará sua família livre da ameaça? Que mãe seria desnaturada a ponto ignorar a chance de proteger sua família, ainda que ela tivesse que pagar o dobro pelo seu “super sabonete”? Que mãe, após ver seu filho doente, não lembraria de comprar o seu “super sabonete” e evitar outro episódio de enfermidade em seus filhos?

Ainda que você não diga a mãe que o sabonete que ela sempre usou mata…. Exatamente os mesmo 99% de bactérias. Pela metade do preço.

Nesses dias, assisti um vídeo muito interessante, que explicava como a mídia, a publicidade (e por que não dizer a política e a religião?) se usa do medo para vender seus produtos.

É simples: você cria ou potencializa uma situação de medo (ainda que seja inverídica), sensibiliza e alarma seu público, e então você apresenta a solução salvadora.

É isso que aquele jornal de fim de tarde faz a respeito da violência. Sim, sabemos que o Brasil é um país violento. Mas basta uma semana assistindo o tal jornal e a sensação que você tem é de que você não conseguirá chegar vivo nem mesmo na padaria da esquina. E você precisa continuar assistindo o jornal para se manter informado e salvar a sua vida, não é? Audiência garantida!

Até hoje me lembro de um cadeirante pedindo esmola no trem, desejando aos que não deram esmola que “Deus nunca os deixasse passar pelo mesmo”… Aquele cara ganhou em dez minutos de esmola o que eu não ganho em uma semana de trabalho…

E é assim que funciona: fale que seu sabonete mata bactérias, fale que a violência vai matar seus filhos, fala que este candidato é comunista, que aquele outro vai trazer de volta a ditadura…

Fale que um juiz de algum estado, que você nem lembra muito bem, aprovou a cura gay. Isso mesmo! A cura gay está aprovada. Ainda que isso não esteja escrito em lugar nenhum, deixe subentendido que agora eles sairão abordando homossexuais nas esquinas e os internando compulsoriamente. Consiga vários cliques no site do seu jornal. E se você é um político, ano que vem tem eleições, e então você se apresenta para toda uma comunidade ౼ que sofre sim com discriminação, mortes e preconceitos ౼ como a solução para preservar o direito a diversidade. E garanta mais quatro anos em sua confortável​ cadeirinha no congresso…

Mas você também pode atingir o outro público. Basta falar que “em alguma cidadezinha, a prefeitura aprovou o kit gay”. Deixe subentendido que agora as escolas ensinarão seus filhos a serem gays. Garanta seus cliques. Apresente-se como o pastor que tem a palavra de Deus, e precisa ser financiado para continuar sua cruzada em favor da família brasileira. E como no ano que vem tem eleições, basta confirmar sua candidatura, os votos estão garantidos.

E assim, através da metodologia do medo, todos nós ౼ gays ou não ౼ nos tornamos massa de manobra nas mãos de gente que nos ganha pelo pavor.

Porque não falar sobre os criminosos que matam não apenas gays, mas negros, estrangeiros, nordestinos? Talvez porque isso não esteja causando tanto apelo?

E será que a igreja precisa mesmo de manter uma bancada no congresso para promover a “cruzada contra gays, e em favor da família”?Homossexualidade é pecado”, eles vão dizer. Mas corrupção também é pecado, aliás um pecado que afeta muito mais a nossa vida diária. E eu não vejo pastores pregando contra isso. Não vejo, no Congresso, uma “Bancada Evangélica contra a corrupção”. Aliás, o que vejo é muitos pastores envolvidos nas denúncias…

O que eu tô querendo dizer é que não importa se você é gay, crente ou um Super Sayadin, tá na hora de sermos um pouco mais inteligentes e nos livrarmos das amarras de quem está promovendo o medo. Devemos tomar cuidado toda vez que alguém quiser nos dividir entre “nós” e “eles”. Se nós fossemos unidos, como cidadãos de uma mesma nação, talvez fossemos fortes o suficiente para exigir nossos direitos, e derrubar quem não cumpre seus deveres, ainda que receba milhares de reais (fora as regalias) só pra fazer isso.

E é disso que eles têm medo.

PS1: Quanto aquilo que está escrito em Romanos 1, 1 Coríntios 6… Ora, todos nós sabemos o que está escrito. Mas os crentes deveriam gralhar menos e ouvir mais, dar o ombro mais, e orar mais. Porque letras todos podem ler, mas só o Espírito Santo pode convencer e converter.

PS2: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.” (Tiago 1:19‭-‬20 NVI)

PS3: O vídeo do Canal Nerdologia  que citei:

PS4: Um video game muito caro, moço. Quero não. 🙂

Salvar

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Sobre Haitianos, Xenofobia e a Pátria que buscamos


xenofobia

E ESSE MONTE DE HAITIANO NO MEU ÔNIBUS PARA O TRABALHO? Falando alto, num idioma desconhecido. Incomoda. Não sei o que eles estão falando. Será que estão me zoando? Minha roupa, meu cabelo?

Eles estão aqui, sentado no meu ônibus, indo para o meu emprego, no meu país. E os caras já estão soltando palavras em português! Mal chegaram…

Fala sério. Não seja hipócrita: não é fácil aturar estrangeiro. Principalmente se não for americano, europeu, civilizado. É bonitinho o jeito que eles falam “esse menina…”

Agora, esse povo que vem roubar meus empregos…

Não é fácil aturar estrangeiro. Não é fácil aturar o gay que trabalha na minha empresa. Nem o meu vizinho católico. Até mesmo o meu parente, crente, mas da outra denominação, tá difícil aturar. Odeio música gospel!

Mas então eu lembro do evangelho. Ele não é sobre coisas que gostamos de fazer, mas sobre coisas que TEMOS que fazer.

Não deve ter sido fácil pra Jesus deixar a santidade dos céus e conviver com essa lá de pecado dessa terra. Não deve ter sido fácil suportar esse monte de religioso hipócrita dizendo que está falando em nome dele, mas só queriam saber de fama e dinheiro.

E Jesus foi visto com a estrangeira, com a adúltera, com o cobrador de impostos​. Realmente, não deve ter sido fácil.

Não adianta. Querer ser cristão sem cultivar a tolerância é como querer comer manga sem sujar as mãos. Não dá.

Assim como Jesus, deveríamos ser o povo que ouve a todos, fala com todos, e mesmo não concordando com ninguém, consegue ser amável como Cristo foi. E pronto a dar a salvação, sem acepção de pessoas.

Sem acepção de pessoas, assim como diz Tiago em sem capítulo 2.

Aliás, se os haitianos me incomodam tanto por estarem na minha terra, devo me lembrar que eles são peregrinos aqui, estão de passagem. Na verdade, eu também deveria me lembrar que sou peregrino aqui.

Se me incomoda tanto ver alguém pisando no solo do meu Brasil, talvez isso signifique que o Brasil é a minha pátria. Já não sou mais peregrino. Já não procuro mais outra pátria. Já estou contente com essa. Talvez seja esse o motivo do sorriso no rosto do haitiano aqui no ônibus: ele está aqui nesta pátria insalubre de passagem. Ele alimenta a esperança de voltar para o seu lugar.

Que possamos todos nutrir a esperança de encontrar o nosso Lugar. Afinal, este Brasil não é a nossa terra prometida.

Qual é a igreja certa?


 

igrejas
Os vizinhos da CCB Cohab 5, em Carapicuiba/SP. Foto de Lucas Pedrosa.

 

Eu não entrei para a onda do ecumenismo, que tenta transformar Jesus em algo tão bonzinho a ponto de negar Sua própria verdade para parecer politicamente correto diante do público. Definitivamente, não é este o Jesus retratado pelos evangelhos. O que vemos é um Jesus que confronta, desafia, argumenta e incomoda. A Verdade que incomoda.

Mas tão nocivo quanto o ecumenismo que tenta amenizar o evangelho para caber nas forminhas alheias é o exclusivismo. É como se tivessemos tentando roubar o santuario, o véu, e o próprio Cristo. É como se Ele, Cristo, se tornasse nossa propiedade. “Cristo só está na nossa igreja!”, “Cristo só está na nossa pregação!”, “Só a nossa igreja salva!”, “Somos a Graça de Deus!”

Parece que Cristo só é o Cristo se estiver do lado de cá do muro. Parece que ele precisa da nossa benção. Da benção da nossa igreja. Parece que a igreja virou intercessora. Só é possível chegar a Cristo se estivermos na igreja certa?

Jesus é o caminho, mas meu é o pedágio? É assim?

Não. Não é. Ou não deveria ser.

Afinal, quão contraditória é a nossa fé, se cremos assim. Afinal, cantamos em quase todos os cultos o hino “Cristo, meu Mestre…” embalados pela doce melodia da Metodista Leyla Naylor Morris. E a melodia de “A paz eu vos deixo”, do presbiteriano Philip Paul Bliss? Quantas vezes foi instrumento do Espírito Santo para acalmar nosso coração atribulado? E o nosso “Forte Rocha”? Que honra! Letra de ninguém menos que Martinho Lutero! E o que dizer do ex-presbiteriano Louis Francescon, nosso fundador? E a nossa Biblia, traduzida pelo ministro da Igreja Reformada Holandesa João Ferreira de Almeida?

Aliás, quão absurdo é, se achamos que o tempo da Graça cessou após os apostolos e só voltou quase 1900 anos depois, com a fundação de uma igreja…

Como disse: o ecumenismo é um mau, mas o exclusivismo não é menos nocivo. É ele quem nos separa, a ponto de causar contendas dentro de familias genuinamente cristãs, que tinham tudo para serem felizes por sua fé; a ponto de separar amigos e criar inimigos por conta de placas de igrejas e suas doutrinas.

E pior ainda é quando procuramos palavras na Bíblia para justificar o injustificável. Qualquer leitor mais atento sabe que quando Jesus se referia a “outros apriscos”, em João 10, Ele falava dos gentios, os não-judeus a quem o Evangelho também seria pregado. Ou seja, nós. Aliás, se a Graça fosse para ser exclusiva, ela seria exclusivamente dos judeus.

Saudar um irmão ná fé, ainda que seja outra a placa de sua igreja não é pecado, não. Pode procurar na Bíblia.

Sim, sabemos também quais são os tempos em que vivemos: de “evangelhos” duvidosos, de igrejas que pregam tudo, menos o evangelho. E não temos que concordar com todos os absurdos que vemos por ai. Mas deixemos os julgamentos a Deus. A nós, Cristo só mandou amar. E não fazer acepção de pessoas, não é?

Oremos uns pelos outros, afinal eles – e nós –  temos muito a aprender.

Aliás, quem são eles? Será que existe mesmo “eles”? Ou será que “eles”, na verdade, somos nós?

Lembre-se de Jesus, e sua resposta aquela mulher samaritana, tão atribulada em saber se a “denominação” certa era a dela ou a dos judeus:

Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.[…] Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
João 4:21-24 (fragmentado)

 

“౼ Profetiza!”


” ౼ Determina!”

” ౼ Profetiza!”

” ౼ Tome posse!”

O que a Palavra diz?

“Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Em vez disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Agora, porém, vocês se vangloriam das suas pretensões. Toda vanglória como essa é maligna.” (Tiago 4:13‭-‬16 NVI)

Não tem jeito. Temos que ter fé. Não a fé que “determina”, mas a fé que crê nos caminhos de Deus, ainda que ele aponte para os “vales da sombra da morte”. 

Creia em Deus. Creia que Ele está contigo, independente do seu momento. Creia na preparação Dele. 

Faça como Cristo, que não “determinou”, nem “profetizou”, mas disse: SE POSSÍVEL, passe esse cálice de mim… Todavia, que seja feita Tua vontade, Pai, e não a minha.

Ninguém quer passar pelo cálice. Ninguém quer passar semanas no hospital, meses na fila do desemprego, anos endividado. Mas temos que lembrar que a vida é mais que isso, não é?

“Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo.” (1Coríntios 15:19 NTLH)

Ter fé não é crer que Deus fará o que queremos, e sim crer no que Ele quer fazer em nós.

Resposta à uma leitora que me perguntou sobre movimentos de oração que varam a noite e seus “profetas”


Poderia responder de maneira bem simples isso: o que é de Deus não traz confusão. Na Bíblia, não temos nenhum histórico de alguém que recebeu uma mensagem de Deus e ficou confuso. Normalmente é o contrário: a pessoa esta confusa, e então recebe um sinal esclarecedor de Deus.

Então tudo o que vem com “rótulo” de profecia, mas gera mais confusão que solução, devemos tomar cuidado.

A Palavra de Deus é bem clara a respeito da manifestação do dom de línguas e profecia. O que está em 1 Coríntios 14 é pra ser cumprido. Da forma que está lá.

O que há hoje é uma supervalorização do dom de línguas, de modo que quem não o tem é considerado um crente frio, sem espiritualidade, um crente de segunda categoria. Não é o que a palavra diz.

Eu creio em profecia, em Dom de línguas e tudo isso. Afinal, a própria Bíblia nos diz que são dons deixados por Deus. Mas se a profecia (ou o comportamento do “profeta”) contraria a Palavra, será que esse é mesmo um movimento de Deus? Será que o Espírito Santo contraria ౼ ou induz alguém a contrariar a Palavra revelada pelo próprio Espírito Santo?

A gente conhece um falso profeta, ou um falso espírito de profecia por aquilo que Paulo recomendou a Timóteo: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.(2Timóteo 4:3‭-‬4 ARC95)”. Ou seja, gente que diz ter “o dom”, mas não suporta doutrina. E não tenha por “doutrina” não assistir tv ou não usar certa roupa. Quando falo de doutrina, falo daquilo que está escrito na própria Bíblia. Se o profeta é verdadeiro, e se a mensagem é verdadeira, então este profeta deve se comportar, e inclusive profetizar de acordo com as recomendações na Palavra. Profecias verdadeiras não desmentem a Palavra de Deus, e profetas verdadeiros não se comportam diferente daquilo que a própria Bíblia recomenda no que diz respeito ao ato de profetizar.

Vamos pedir discernimento a Deus. Vamos julgar os espíritos. E pedir para o Espírito Santo mostrar o que é verdade e o que é mentira.

“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal.”
1Tessalonicenses 5:19‭-‬22 ARC95

Conhece o fagote?


 

Que ótimo! Deus tem abençoado nossos músicos, inclusive financeiramente! E eles têm buscado descobrir outros instrumentos…

Só que não.

É de certa forma triste ver como todos tem praticamente a mesma ideia: tocar violino, sax ou tuba. Na verdade, muitos dos que começam tocando violino acabam mudando principalmente para as outras duas opções citadas.

Tenho medo de a nossa orquestra acabar virando a bandinha do exército… (nada contra as bandinhas do exército, deixando bem claro! rsrs)

Se nossas condições financeiras melhoraram, deveríamos estar buscando conhecer outros instrumentos, de maneira a diversificar e enriquecer nossas orquestras. Saxofones e tubas são lindos, mas nem só delas vive uma boa orquestra.

Por que não oboés? Você já ouviu o som lindo que tem um flugelhorn? E a trompa, então? Já parou para pensar que o clarinete pode não ser apenas um “degrau” para o saxofone?

Enfim, as possibilidades de instrumentos nas orquestras da Congregação são inúmeras. E você (e eu também!) deveria considerar isso.

De tempos em tempos, pretendo postar aqui no blog vários vídeos mostrando vários instrumentos “diferentes”, mas permitidos em nossas orquestras.

Quem sabe o desejo não surge nos corações?

 

Quer ouvir um hino no fagote? Então ouça:

Quero ver muitos fagotes nas orquestras a partir de agora, hein! 🙂

+ Sobre fagote, no Wikipédia.